Polícia vai interrogar Bolsonaro após apreensão de pistola registrada em seu nome

Juiz do Supremo Tribunal Federal autoriza polícia a interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro após uma pistola registrada em seu nome ser apreendida com membro de sua equipe de segurança.

Polícia vai interrogar Bolsonaro após apreensão de pistola registrada em seu nome

Polícia vai interrogar Bolsonaro após apreensão de pistola registrada em seu nome

Um juiz do Supremo Tribunal Federal autorizou a polícia a interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro depois que uma pistola registrada em seu nome foi apreendida com um integrante de sua equipe de segurança. A informação foi divulgada pela RTE.

A arma, uma pistola Glock de nove milímetros com carregador, foi encontrada por policiais durante uma abordagem a um veículo na capital Brasília na segunda-feira.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro seja ouvido em sua residência na terça-feira.

O ex-presidente de 71 anos cumpre pena de 27 anos de prisão por conspirar um golpe após tentar se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele está em prisão domiciliar desde março para se recuperar de pneumonia, embora os termos de sua detenção devam ser revisados na próxima semana.

O homem encontrado com a arma registrada em nome de Bolsonaro afirmou ser parte da equipe de segurança do ex-mandatário e disse que estava transportando o equipamento para reparos.

Um documento apresentado ao tribunal afirmou que a equipe de segurança de Bolsonaro havia removido o pino de disparo da arma — tornando-a inoperante — sem informar o ex-presidente, devido a "medicações psiquiátricas administradas ao requerente, capazes de afetar sua cognição".

Os advogados de Bolsonaro disseram que a arma estava legalmente registrada em seu nome e guardada em sua residência, mas negaram que o episódio tivesse relação com o prazo iminente de revisão de sua prisão domiciliar.

Bolsonaro já havia estado em prisão domiciliar no ano passado, mas foi devolvido à prisão em novembro após queimar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, o que o tribunal interpretou como tentativa de fuga.

Na época, seus advogados alegaram que o incidente ocorreu devido a confusão mental causada por medicamentos que ele tomava.

Source: RTÉ News