Dispositivo móvel de PM ferido em tiroteio no Grande ABC permanece desaparecido das autoridades
Telefone do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão da jovem Eloá, não foi localizado pelos investigadores do DHPP; aparelho é tido como crucial para esclarecer a emboscada

Dispositivo móvel de PM ferido em tiroteio no Grande ABC permanece desaparecido das autoridades
Investigadores que trabalham no caso do ataque ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, ainda não conseguiram localizar o aparelho celular da vítima. A constatação foi levantada pela reportagem da Folha de S.Paulo.
O militar foi alvejado na cabeça no fim de semana passado, mais precisamente no sábado (27), quando sua motocicleta estava parada junto a um sinal de trânsito na avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Após tombar no asfalto, ele recebeu os primeiros socorros no próprio local e depois foi transportado pelo helicóptero Águia até o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde continua sob cuidados médicos.
Conforme apurado pelo jornal, até o final da tarde desta sexta (3), profissionais do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) desconheciam o paradeiro do equipamento. Para os responsáveis pelo inquérito, o conteúdo do telefone pode oferecer pistas fundamentais sobre quem planejou e executou a agressão.
A Polícia Civil já tem nome e apelido do principal suspeito de ter puxado o gatilho: um homem conhecido como Golias, contra quem a Justiça expediu mandado de prisão temporária. As evidências preliminares indicam que ele ocupava o banco traseiro de uma moto que se alinhou à do oficial no instante do disparo; logo depois, ambos os ocupantes do veículo desapareceram. Forças da Polícia Civil e da Polícia Militar ainda o procuram.
Além dele, outros dois rapazes foram detidos com base na hipótese de envolvimento secundário. O governo estadual, porém, evita confirmar qualquer conexão direta deles com a tentativa de homicídio.
No decorrer das buscas, três homens perderam a vida em operações comandadas pela Rota. As incursões tiveram início na segunda-feira (29) e se estenderam até quinta (2), sempre impulsionadas por informações anônimas sobre esconderijos de possíveis participantes. Os confrontos fatais se deram na zona leste de São Paulo — nas proximidades do 53º DP (Parque do Carmo) e do 68º DP (Lageado) — e na cidade de Peruíbe, no litoral sul. Em cada um dos três registros policiais, há referência explícita ao crime contra o tenente.
O episódio mais recente das operações se desenrolou em Peruíbe. Na noite de quinta-feira, uma equipe se deslocou até o município após receber uma ligação anônima dando conta de que um indivíduo chamado Galego estaria numa caminhonete modelo Chevrolet Montana. A denúncia o associava a um grupo armado e sugeria sua presença na emboscada ao PM.
Os policiais avistaram o automóvel e, em seguida, o suspeito teria corrido em direção à rua Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, houve confronto armado no local. Atingido por disparos, Galego — cujo nome civil é Elenilson Misael da Silva — foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento de Peruíbe, onde veio a óbito. Os agentes afirmaram que usaram munição de fuzil e de pistola. Com ele foi encontrada uma arma de fogo de uso permitido. A vítima do confronto não tinha passagens pela polícia.
Por meio de comunicado oficial, a Secretaria da Segurança Pública ressaltou que, até o presente momento, nada indica que Elenilson Misael da Silva tenha participado do tiroteio contra o tenente.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, adolescente assassinada em 2008 pelo companheiro durante um cárcere privado que mobilizou todo o país.
Source: Google News BR — São Paulo