Marcola, líder do PCC, será julgado em 2027 por homicídio de PM em Jundiaí
Júri popular de Marcola está marcado para maio de 2027, 21 anos após suposto assassinato de policial militar durante os Crimes de Maio do PCC.

Julgamento de Marcola por morte de PM marcado para maio de 2027
A Justiça de São Paulo agendou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital. Conforme cartacapital.com.br, ele responde por um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio contra policiais militares, cometidos em 12 de maio de 2006, em Jundiaí.
Os crimes ocorreram durante a série de ataques organizada pelo PCC após o governo paulista determinar a transferência de 765 integrantes da facção para uma penitenciária do interior do estado, sujeita a regime mais rígido. Em resposta, o PCC deflagrou atentados contra agentes públicos e instalações de segurança, impondo na prática um toque de recolher em diversas regiões do estado.
O episódio ficou conhecido como Crimes de Maio e deixou 564 mortos — 59 agentes públicos e 505 civis —, tornando-se um dos períodos mais violentos da história recente da segurança pública brasileira.
A denúncia contra Marcola foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo em setembro de 2006. Três anos depois, os réus foram pronunciados — ato pelo qual o juiz reconhece a viabilidade da acusação e encaminha o caso ao júri popular. O julgamento chegou a ser agendado para 2019, mas o processo precisou ser transferido para outra comarca por razões de segurança.
O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, afirmou em nota que o cliente nega ter cometido os crimes. A defesa também ressaltou que a própria Justiça reconheceu, em 2023, o excesso de prazo no andamento desta ação penal.
"A prisão atualmente cumprida por Marcos decorre de condenações proferidas em outros processos. A defesa considera que o prolongado decurso de tempo é incompatível com a garantia constitucional da razoável duração do processo", diz o texto, acrescentando que o tempo transcorrido também compromete "a produção e preservação da prova, especialmente diante dos efeitos que o tempo pode produzir sobre a memória das testemunhas e os elementos probatórios".
O julgamento ocorrerá, portanto, 21 anos após os fatos descritos na denúncia — e quase uma década depois da data inicialmente prevista.
Source: Google News BR — São Paulo