Deolane Bezerra torna-se ré em ação penal por suposta ligação com esquema do PCC

Advogada e digital influencer foi incluída em processo criminal que investiga movimentação milionária supostamente conectada à facção paulista.

Deolane Bezerra torna-se ré em ação penal por suposta ligação com esquema do PCC

Deolane Bezerra torna-se ré em ação penal por suposta ligação com esquema do PCC

A magistratura da cidade de Presidente Venceslau, situada no Oeste paulista, recebeu e acolheu a peça acusatória elaborada pelos promotores de justiça, convertendo a conhecida personalidade das redes sociais Deolane Bezerra em acusada formal. O processo tramita sob a suspeita de envolvimento em atividades de branqueamento de valores e associação para delinquir com conexões ao PCC. A decisão judicial saiu publicamente em meados de junho, aproximadamente quatro semanas depois da custódia cautelar da ré.

A detenção ocorreu no dia 21 de maio, em residência localizada em Barueri, região metropolitana da capital paulista. A medida integrava uma investigação coordenada entre investigadores da corporação estadual e membros do Gaeco, órgão especializado no enfrentamento ao crime organizado. Os trabalhos de apuração indicaram circulação de recursos da ordem de vinte milhões de reais naquele município do interior, possivelmente canalizados por meio de uma empresa de transportes com supostos vínculos à facção.

Após a apreensão, a mulher permaneceu inicialmente em unidade prisional feminina da Zona Norte da capital, sendo removida no dia posterior para estabelecimento penitenciário em Tupi Paulista. Desde então, cumpre medida cautelar em cela individual com área de nove metros quadrados. A equipe de defesa tentou obter mudança para outra unidade ou a substituição da prisão preventiva por medida domiciliar, sem sucesso.

Durante interrogatório realizado em 27 de maio, a investigada optou pelo direito de calar-se, aconselhada por seu representante legal e acompanhada por uma irmã que também exerce a advocacia. Ao final do mês, o relatório policial foi finalizado, resultando no indiciamento da influencer e de mais seis indivíduos. Entre eles, figuram Marco Willians Herbas Camacho — conhecido como Marcola, suposto líder da facção —, familiares dele e um homem apontado como gestor financeiro do grupo.

A acusação ministerial foi protocolada dez dias depois. A promotoria ressaltou que a legislação não permite prisão domiciliar em situações envolvendo quadrilhas que empreguem métodos violentos.

Fonte: G1

Source: Google News BR — São Paulo