Operação nacional prende 93 suspeitos de tráfico e vínculos com facções em 14 estados

As FICCOs cumpriram 93 mandados de prisão e 179 de busca e apreensão em 14 estados contra facções criminosas. A ofensiva ocorre sob pressão dos EUA, que classificaram CV e PCC como terroristas.

Operação nacional prende 93 suspeitos de tráfico e vínculos com facções em 14 estados

FICCOs deflagram terceira fase de operação contra crime organizado em todo o país

Segundo Google News BR — Crime, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) realizaram nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Integrada III, com ações simultâneas em 14 estados brasileiros. Foram cumpridos 93 mandados de prisão e 179 mandados de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

A operação reuniu a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penal e as polícias civis e militares estaduais.

No Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas, equipes executaram 16 mandados de busca e apreensão no âmbito de investigações sobre tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Em Goiás, Mato Grosso e São Paulo, o alvo foi um grupo investigado pelo fornecimento e distribuição de insumos químicos usados na adulteração de entorpecentes, de acordo com a PF.

Em São Paulo, uma das investigações mira ainda uma associação criminosa dedicada ao roubo de cargas e caminhões. Em Minas Gerais, uma organização ligada ao tráfico de drogas havia instalado câmeras de vigilância em vias públicas sem autorização; a Justiça já determinou a retirada dos equipamentos.

A ofensiva ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no combate ao crime organizado. Em maio, o governo do presidente Donald Trump classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, ampliando sanções financeiras e legais contra os grupos e seus integrantes.

Em ofício enviado à Câmara dos Deputados, o Ministério das Relações Exteriores alertou que a medida pode abrir margem para ações extraterritoriais dos EUA contra pessoas e empresas brasileiras e, em última instância, até para o uso da força militar em território nacional.

O Ministério da Defesa diverge dessa avaliação. A pasta informou não enxergar risco de uma ação militar americana no Brasil e afirmou manter canais de diálogo com autoridades norte-americanas, defendendo que as facções brasileiras são organizações criminosas voltadas ao lucro — e não grupos de natureza política ou terrorista.

Source: Google News BR — Crime