Sétimo suspeito de ataque a tenente irmão de Eloá morre em operação da Rota

Homem de 45 anos foi abatido em ação policial ligada ao atentado contra Ronickson Pimentel. Outros seis suspeitos já haviam sido mortos em operações anteriores.

Sétimo suspeito de ataque a tenente irmão de Eloá morre em operação da Rota

Um homem de 45 anos foi morto na noite de sexta-feira (10) durante uma ação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na capital paulista. A Secretaria da Segurança Pública afirma que ele estava diretamente envolvido no atentado contra o 1º tenente Ronickson Pimentel dos Santos, atingido por um tiro na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul. Esse é o sétimo suspeito abatido em operações policiais vinculadas ao caso.

Segundo a SSP, equipes do 1º Batalhão de Choque agiram com base em uma denúncia sobre o paradeiro do indivíduo. Ao ser encontrado, houve troca de tiros, segundo a corporação. O homem foi ferido, encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a mesma operação, um segundo indivíduo, de 33 anos, foi preso e levado a um distrito policial. As autoridades analisam se ele também participou do atentado. Os agentes apreenderam uma arma no local.

O episódio foi classificado como morte em decorrência de ação policial no 49º DP, na região de São Mateus. O DHPP ficará responsável pelas investigações. A SSP comunicou que encaminhou solicitações de exames periciais ao Instituto de Criminalística e ao IML, e que as gravações das câmeras acopladas aos uniformes dos agentes serão examinadas.

O tenente Pimentel, 39, foi atacado pela manhã de 27 de junho, quando parou em um semáforo na avenida Goiás após uma sessão de treino. Um projétil acertou sua cabeça. Ele segue hospitalizado em condição grave. A vítima é irmão de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos executada em 2008 pelo ex-companheiro Lindemberg Alves — crime que chocou o país.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam para um plano elaborado, com funções distribuídas entre os participantes. Documentos aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso indicam que os criminosos utilizaram carros auxiliares e que existem evidências de que a rotina do oficial foi monitorada antes do ataque.

O Poder Judiciário decretou prisões de pessoas suspeitas de participação direta e indireta. A administração estadual chegou a anunciar uma recompensa de R$ 50 mil para quem fornecesse dados que levassem à captura do autor do disparo.

Antes da ação desta sexta, outras seis pessoas já haviam sido mortas em intervenções da Rota no contexto das buscas. Essas ocorrências se deram em várias cidades e também serão apuradas pela Polícia Civil, que examinará os detalhes de cada confronto.

Source: Google News BR — São Paulo