Tarcísio confirma envio de provas da Operação Wi-Fi à PF sobre ONG ligada ao filme de Bolsonaro
O governador de SP garantiu cumprimento de decisão do STF que determina repasse de dados da Polícia Civil à PF em inquérito sobre "Dark Horse".

Polícia Civil paulista repassa à PF material da Operação Wi-Fi ligado à produtora de "Dark Horse"
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira que a Polícia Civil do estado vai cumprir a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o repasse à Polícia Federal de documentos e dados relativos à empresária Karina Ferreira da Gama. Segundo oglobo.globo.com, Karina é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os bens da empresária foram apreendidos durante a Operação Wi-Fi, deflagrada em junho para apurar suspeitas de fraude em contrato de aproximadamente R$ 108 milhões anuais firmado com a prefeitura de São Paulo para instalação de pontos de acesso à internet na cidade. Adversários de Tarcísio acusavam a Polícia Civil de retardar as investigações contra Karina e suas empresas em razão do calendário eleitoral.
— Obviamente, se tem uma decisão judicial, a decisão vai ser cumprida. As investigações seguem um ritmo estabelecido na lei. Temos profissionais à frente das investigações. À medida que as decisões judiciais forem aparecendo, elas vão sendo cumpridas — afirmou o governador.
Tarcísio classificou como "desrespeito" as alegações de que a corporação estaria atrasando as apurações por motivações políticas.
— A Polícia Militar é uma polícia profissional, a Polícia Civil é uma polícia profissional e a gente tem que ter confiança nas instituições de Estado. Quando uma declaração dessa natureza é feita, mostra desapreço, desrespeito com as instituições policiais — disse.
A determinação de Dino fixa prazo de cinco dias para o envio dos dados brutos, extrações de celulares e documentos recolhidos na operação. Entre o material apreendido constam notas fiscais, contratos, o celular de Karina da Gama e seu computador pessoal. A Polícia Civil também requereu a quebra dos sigilos fiscais da empresária e de empresas e institutos sob seu controle.
O compartilhamento foi solicitado pela Polícia Federal no âmbito de inquérito aberto no STF para investigar a suspeita de que emendas parlamentares possam ter financiado a produção de "Dark Horse". A PF pretende analisar computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros apreendidos pela Polícia Civil.
Ao autorizar o repasse, Dino considerou pertinente a justificativa apresentada pela PF. O inquérito teve origem em apuração da Controladoria-Geral da União, solicitada pelo próprio ministro, sobre emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC) pelos deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis. Segundo a investigação, as entidades seriam vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina da Gama.
Source: Google News BR — São Paulo