Operação Stratus: PF prende nove e bloqueia R$ 180 mi por tráfico de cocaína no Oeste Paulista

A Polícia Federal prendeu nove pessoas e bloqueou R$ 180 milhões em bens de envolvidos no tráfico internacional de cocaína em cinco cidades do interior de SP.

Operação Stratus: PF prende nove e bloqueia R$ 180 mi por tráfico de cocaína no Oeste Paulista

Operação Stratus desmonta rede de tráfico que movimentou mais de 10 toneladas de cocaína

A Polícia Federal prendeu nove pessoas e bloqueou R$ 180 milhões em bens de pessoas físicas e jurídicas durante a Operação Stratus, deflagrada nesta terça-feira (16) em cinco municípios do Oeste Paulista. Conforme g1.globo.com, a ação cumpriu dez mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal de Presidente Prudente.

Entre os detidos estão dois irmãos proprietários de um hangar em Martinópolis (SP), apontados como parte do núcleo logístico da organização. "Esses dois alvos faziam parte desse núcleo logístico da organização criminosa. Foi identificado ali que eles recebiam vantagem econômica e um deles, inclusive, até pilotava para o tráfico. Então, com essa prova, pedimos a prisão dos dois", afirmou o delegado Daniel Coraça à TV TEM.

Dos nove presos, oito eram homens — incluindo o líder do grupo. A única mulher detida é esposa do líder e integrava o núcleo responsável pela pista de pouso clandestina. Um décimo suspeito seguia foragido até a última atualização da reportagem.

Aviões, pistas clandestinas e mais de dez toneladas de cocaína

As investigações, iniciadas em outubro de 2025, revelaram que a quadrilha utilizava aeronaves e pistas clandestinas para introduzir cocaína no Brasil vindo do exterior. Segundo a Polícia Federal, mais de dez toneladas da droga teriam sido movimentadas pelo grupo, com destino principal à capital paulista e distribuição parcial no próprio Oeste Paulista. Ao longo da apuração, agentes apreenderam mais de duas toneladas da substância.

As diligências abrangeram os municípios de Presidente Prudente, Regente Feijó, Martinópolis, Álvares Machado e Mirante do Paranapanema.

Estrutura da organização criminosa

A operação identificou funções bem definidas dentro do grupo. A equipe operacional era responsável pelo recebimento e transporte da droga, pela segurança do local, pela fiscalização de rodovias e pelo monitoramento de possíveis movimentações policiais que pudessem comprometer o esquema.

Além dos irmãos donos do hangar, foram presos integrantes ligados diretamente à logística de distribuição. Nos endereços investigados, a PF também encontrou armas irregulares.

Bloqueio de R$ 180 milhões e asfixia financeira

A Justiça Federal autorizou o bloqueio de R$ 180 milhões em ativos de pessoas físicas e jurídicas vinculadas à organização, após a polícia identificar transações incompatíveis com as atividades declaradas pelos investigados. Agentes também apreenderam veículos e R$ 200 mil em espécie durante o cumprimento dos mandados de busca.

O delegado Coraça destacou a centralidade das medidas patrimoniais para a eficácia da investigação. "A asfixia financeira é um núcleo central ali na investigação de tráfico de drogas, que é uma investigação que movimenta muito dinheiro. Sem esse trabalho focado no proveito econômico do tráfico, acaba sendo inócuo o trabalho só de prisão, de busca", disse.

Os bloqueios visam impedir que a organização opere em outras frentes enquanto as investigações prosseguem.

Crimes imputados e próximos passos

Os suspeitos responderão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar os foragidos e identificar possíveis novos envolvidos a partir da análise do material apreendido — documentos, celulares e computadores.

"O trabalho agora é reforçar a prova em relação a essas pessoas presas, mas a gente também pensa em alcançar pessoas que estejam envolvidas com a prática criminosa e não foram identificadas no primeiro momento. Isso é feito por meio da análise desse material", acrescentou o delegado Coraça.

A defesa dos empresários donos do hangar não havia respondido aos contatos da TV TEM e do g1 até o fechamento da reportagem.

Source: Google News BR — São Paulo