Duas crianças assassinadas em sete dias por familiares em Portugal
Duas crianças perderam a vida em menos de sete dias em crimes cometidos por familiares. Especialistas pedem maior atenção aos sinais de alerta em contextos de violência doméstica.

Duas crianças assassinadas em sete dias por familiares em Portugal
Portugal assistiu, no espaço de uma semana, ao homicídio de duas crianças por pessoas do seu próprio agregado familiar, um cenário que está a gerar forte apelo por uma maior deteção precoce de situações de risco.
A primeira vítima, uma menina chamada Lara, foi morta pela sua madrasta na quarta-feira, numa zona de Trás-os-Montes. Dias depois, na madrugada de domingo, um indivíduo atirou-se de um prédio no oitavo piso em Santarém, levando consigo a filha de quatro anos. O sucedido terá ocorrido depois de uma discussão com a progenitora da criança.
As autoridades policiais confirmaram à imprensa que a família do caso de Santarém já era conhecida por registos anteriores relacionados com violência doméstica. Esta circunstância levanta questões sobre se os avisos anteriores foram devidamente aproveitados para prevenir a tragédia.
Dulce Rocha, que anteriormente dirigiu o Instituto de Apoio à Criança, apela a que os sinais de perigo sejam levados mais a sério, mesmo quando a primeira impressão é que não representam uma ameaça grave. Segundo a antiga dirigente, proteger menores em ambientes familiares conturbados exige uma atuação rápida e decidida logo nos primeiros indícios de problema.
A sucessão destes dois crimes em tão pouco tempo reacende o debate sobre como Portugal está a combater a violência doméstica, particularmente quando as vítimas são menores de idade.
Fonte: PÚBLICO
Source: Público