Camionista condenado a seis anos e meio por disparar mais de 20 vezes contra vizinho em Tomar
O Tribunal de Santarém condenou um motorista de pesados por efetuar mais de 20 disparos de caçadeira contra um arquiteto vizinho. A pena é de seis anos e seis meses de prisão efetiva.

Motorista dispara mais de 20 vezes contra vizinho arquiteto em Tomar e é condenado a seis anos e meio
O Tribunal de Santarém condenou um camionista de 48 anos a seis anos e seis meses de prisão efetiva por efetuar mais de 20 disparos de caçadeira ilegal contra um vizinho arquiteto, na localidade da Serra, no concelho de Tomar. O caso foi relatado pelo Correio da Manhã.
Os factos remontam a 8 de agosto do ano passado. Tudo começou na coletividade local da aldeia, onde o arguido agrediu o vizinho — com quem mantinha uma longa relação de inimizade — com um soco. As ameaças entre os dois já tinham história anterior ao incidente.
Disparos na via pública após participação à GNR
Cerca de duas horas depois da agressão física, o camionista soube que a vítima tinha apresentado queixa à GNR. Irritado com a participação, foi a casa buscar uma caçadeira ilegal e regressou à rua. Efetuou cerca de 15 disparos para o ar na via pública e quatro diretamente contra a porta de entrada e a residência do arquiteto, enquanto proferiu ameaças de morte.
O arquiteto, a temer pela vida, refugiou-se no escritório da sua habitação junto com a mulher e contactou novamente a GNR.
Disparo contra militares da GNR
Quando a patrulha chegou ao local, o arguido disparou mais uma vez para o ar, desta feita para impedir a aproximação dos militares. Em seguida, trancou-se na sua própria habitação, onde permaneceu até se entregar voluntariamente à Guarda, entregando também a arma utilizada nos disparos.
Crimes e antecedentes
O coletivo de juízes condenou o camionista — que já se encontrava em prisão preventiva — por três crimes distintos: dano com violência, detenção de arma proibida e resistência e coação sobre funcionário, pela resistência oposta à GNR.
O Relatório Social incluído no acórdão revelou que o arguido tinha já sido condenado em França, em 2006, a seis anos de prisão por um crime de violação.
Source: Correio da Manhã