Ciberataque ao SNS afeta mais de 100 mil utentes
Acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico fez, pelo menos, mais de 100.000 vítimas.

Ciberataque ao SNS afeta mais de 100 mil utentes
Um ataque informático ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) comprometeu dados pessoais de mais de cem mil utentes. Os intrusos utilizaram credenciais de acesso de um profissional de saúde para entrar nos sistemas. O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) recebeu alerta sobre o caso a 21 de maio.
Segundo noticia o Correio da Manhã, o CNCS trabalha com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e com a Polícia Judiciária (PJ) para analisar o incidente. A equipa nacional de resposta a ciberincidentes, o CERT.PT, tem monitorizado a situação em articulação com as entidades gestoras dos sistemas e com as forças de segurança.
A SPMS já procedeu à desativação das contas ligadas ao ataque, o que permitiu controlar a situação. O CNCS e a PJ continuam a recolher elementos e a efetuar análises forenses para identificar como os sistemas foram invadidos.
A 25 de maio, a PJ divulgou que o incidente afetou mais de cem mil pessoas. José Ribeiro, responsável pela unidade de cibercrime da PJ, indicou em conferência de imprensa que os atacantes recolheram uma grande quantidade de informação em poucos dias — um volume que, até há pouco tempo, exigiria três meses para obter. Face a isso, a PJ não exclui a utilização de inteligência artificial no ataque.
As vítimas distribuem-se por todo o país, incluindo as regiões autónomas. Ribeiro corrigiu ainda informações iniciais que apontavam para um foco especial em dados de crianças e menores, considerando essa leitura apressada.
Os utentes não têm meios para proteger individualmente a sua informação, uma vez que a gestão da plataforma é da responsabilidade dos SPMS. As credenciais usadas indevidamente foram bloqueadas, a saída de dados foi interrompida e equipamentos foram recolhidos para perícia. Medidas suplementares de segurança estão a ser implementadas.
O caso tornou-se público após queixas de utentes nas redes sociais sobre alertas de acesso aos seus processos clínicos através do SNS 24, tendo sido apresentadas reclamações junto de diversas entidades do setor da saúde.
Source: Correio da Manhã