Caso Tutti Frutti: debate instrutório começa em tribunal lisboeta

O processo Tutti Frutti, que inclui 59 arguidos, entrou na fase de debate instrutório no Tribunal Criminal de Monsanto. A acusação abrange mais de 400 crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e tráfico de influência.

Caso Tutti Frutti: debate instrutório começa em tribunal lisboeta

Caso Tutti Frutti: debate instrutório começa em tribunal lisboeta

Esta terça-feira teve início, no Tribunal Criminal de Monsanto, em Lisboa, a fase de debate instrutório de um dos maiores processos de corrupção do país. O caso reúne atualmente 59 arguidos, número que sofreu uma redução após o falecimento de Fernando Braamcamp em abril.

Inicialmente, o Ministério Público apresentou acusação contra 60 pessoas em 2025. Braamcamp, que presidia à Junta de Freguesia do Areeiro, enfrentava 39 acusações de corrupção passiva antes da sua morte.

O inquérito abrange mais de quatrocentos ilícitos, entre os quais corrupção, prevaricação, branqueamento de capitais e tráfico de influência. Segundo a acusação, militantes de dois dos principais partidos portugueses terão recebido favorecimentos mediante avenças e contratos públicos.

Entre os nomes mais destacados contam-se Luís Newton, autarca da Estrela pelo PSD, e Carlos Eduardo Reis, antigo deputado social-democrata recém-eleito para a distrital de Braga.

A fase atual serve para que o juiz de instrução analise os argumentos das partes e determine se há elementos suficientes para remeter o processo para julgamento.

Fernando Medina, ex-autarca da capital, chegou a ser alvo de investigação, mas acabou por não ser acusado. A investigação não conseguiu demonstrar que o antigo presidente da Câmara de Lisboa tivesse agido deliberadamente para beneficiar outros envolvidos.

O Ministério Público exige a restituição de mais de 580 mil euros ao erário público por parte de 29 arguidos. O montante mais significativo dirige-se a Sérgio Azevedo, ex-deputado e antigo líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa, a quem são reclamados mais de 123 mil euros.

Fonte: Correio da Manhã

Source: Correio da Manhã