Forças dos EUA matam três homens em novo ataque a embarcação no Pacífico

Terceiro ataque em uma semana eleva para 202 o total de mortos em operações norte-americanas contra alegadas embarcações de narcotráfico desde setembro.

Forças dos EUA matam três homens em novo ataque a embarcação no Pacífico

Terceiro ataque em uma semana eleva mortos para 202

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram, esta sexta-feira, um novo ataque a uma embarcação no Oceano Pacífico, matando três homens. Trata-se do terceiro ataque na mesma semana, elevando para 202 o número total de mortos em operações militares norte-americanas contra alegadas embarcações de narcotráfico desde setembro do ano passado.

O Correio da Manhã noticia que o Comando Sul dos EUA anunciou a operação numa publicação na rede social X. O ataque foi ordenado pelo general Francis L. Donovan, comandante de topo dos EUA na América Latina, no mesmo dia em que este se reuniu com líderes militares cubanos nas proximidades da base da Marinha norte-americana na Baía de Guantánamo, de acordo com o The Guardian.

Os comunicados do Comando Sul nas redes sociais incluem habitualmente vídeos dos ataques em preto e branco. O divulgado esta sexta-feira aparenta ser o primeiro registado a cores. As imagens mostram uma pequena embarcação a flutuar no oceano antes de ser atingida por uma bola de fogo. Num segundo plano, o barco surge em chamas, rodeado por uma densa nuvem de fumo e objetos dispersos na água.

Os outros dois ataques desta semana foram anunciados na terça e na quarta-feira. A série de operações insere-se numa campanha que a administração de Donald Trump tem enquadrado como um conflito armado com os cartéis de droga latino-americanos, a quem atribui a responsabilidade pelo fluxo de estupefacientes que chega às comunidades norte-americanas.

No entanto, a administração não apresentou provas definitivas de que as embarcações visadas estejam envolvidas no tráfico de droga. A ausência de evidências públicas suscitou debate sobre a legalidade das operações ao abrigo do direito internacional.

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional classificaram os ataques como "execuções extrajudiciais ilegais".

Source: Correio da Manhã