Falsos inspetores da PJ assaltam casas em Lisboa com mandados falsificados
Criminosos armados, disfarçados de inspetores da PJ, invadiram residências e roubaram relógios de luxo e ouro. O empresário Pedro Feist perdeu um Cartier de 45 mil euros.

Grupo armado falsificava mandados da PJ para entrar em casas e roubar vítimas
O Correio da Manhã revela que um grupo de criminosos, agora acusados pelo Ministério Público, executou uma série de assaltos a residências em Portugal fazendo-se passar por inspetores da Polícia Judiciária. Entre as vítimas encontra-se o empresário Pedro Feist, que faleceu no mês passado, e ao qual foi roubado um relógio Cartier avaliado em 45 mil euros.
Com armas de fogo, coletes táticos, crachás policiais falsos, balaclavas e luvas, os assaltantes apresentavam-se às portas das vítimas com uma encenação preparada ao detalhe. "Polícia! Abre a porta. Temos um mandado de busca", diziam, exibindo mandados de busca e detenção falsificados para convencer os moradores a abrir as portas.
Após conseguirem entrar nas habitações, os criminosos imobilizavam as vítimas com abraçadeiras plásticas. Seguia-se o saque sistemático: dinheiro em numerário, relógios de luxo e artigos em ouro foram levados em vários dos assaltos documentados pelas autoridades. Algumas das vítimas sofreram agressões físicas durante as invasões. Em pelo menos uma das ocorrências, crianças pequenas estavam presentes no interior das residências durante o ataque.
As vítimas eram escolhidas a dedo, o que indicia que o grupo realizava trabalho prévio de reconhecimento antes de cada assalto. O grau de preparação — uniformes, equipamento policial, documentação falsificada e armamento — aponta para uma operação organizada e não para crimes oportunistas.
O Ministério Público deduziu acusação contra os suspeitos, que enfrentam agora processo judicial pelos assaltos cometidos com recurso à identidade forjada de agentes da PJ.
Source: Correio da Manhã