Médicos gémeos "Twin Docs" libertados em caso de fraude à Segurança Social

O juiz de instrução criminal de Lisboa ordenou a libertação dos médicos gémeos João Vasco e Pedro Barreira, detidos na "Operação Relax", por não encontrar indícios de crime.

Médicos gémeos "Twin Docs" libertados em caso de fraude à Segurança Social

Médicos gémeos "Twin Docs" libertados em caso de fraude à Segurança Social

O tribunal de instrução criminal da capital portuguesa decidiu libertar dois irmãos gémeos médicos que haviam sido detidos no âmbito de uma investigação a esquemas fraudulentos de obtenção de pensões de invalidez. O magistrado entendeu que não existiam elementos suficientes para manter os dois profissionais de saúde em prisão preventiva.

João Vasco e Pedro Barreira, ambos com 37 anos e naturalidade chavesense, ficam agora sujeitos apenas à obrigação de apresentar-se periodicamente às autoridades e de manter residência fixa. Os dois são figuras conhecidas nas plataformas digitais, onde partilham conteúdos sobre saúde e bem-estar sob a designação "Twin Docs" ou "Médicos Gémeos", acumulando mais de 76 mil seguidores numa rede social.

A dupla desenvolve atividade profissional em áreas distintas da medicina — um como especialista em Medicina Geral e Familiar, outro em Oncologia. Para além da presença online, os irmãos participam regularmente em programas de áudio e recentemente publicaram uma obra sobre prevenção e tratamento de doenças. Têm ainda uma irmã mais velha que trabalha como psicóloga.

A mesma investigação, conhecida como "Operação Relax", manteve em prisão preventiva uma terceira médica, Emuna Mia, que exercia em Santo Estevão. Esta profissional foi suspensa do exercício da medicina, ficou proibida de abandonar o território português e teve de entregar o documento de viagem. É considerada a principal figura do esquema, que terá lesado o erário público em cerca de 18 milhões de euros, beneficiando 182 pessoas com pensões de invalidez indevidas.

A fraude foi inicialmente detetada por uma empresa de transportes públicos que notou um número anormal de trabalhadores com baixas médicas emitidas no mesmo consultório, localizado numa zona distante da sua residência. A Segurança Social suspendeu posteriormente os pagamentos após reavaliações médicas.

Fonte: Correio da Manhã

Source: Correio da Manhã