Maya depõe em tribunal no processo de violência doméstica contra Nuno Homem de Sá
A apresentadora da CMTV prestou declarações por vídeo no Tribunal de Viseu, no segundo processo de violência doméstica que envolve o ator, desta vez apresentado pela ex-companheira Nádia Lopes.

Maya depõe em tribunal no processo de violência doméstica contra Nuno Homem de Sá
O Tribunal de Viseu ouviu esta sexta-feira a apresentadora de televisão Maya como testemunha de defesa no caso em que Nuno Homem de Sá responde por maus-tratos na esfera doméstica. A artista da CMTV compareceu por via eletrónica, ligando-se remotamente à sala de audiências.
A defesa do ator solicitou a inclusão de um segmento do formato "Noite das Estrelas" nos autos, o que motivou a convocação da comunicadora. Durante o seu testemunho, Maya relatou uma conversa que manteve com Nádia Lopes, ex-namorada do arguido e assistente neste processo. Segundo a declarante, a mulher lhe confidenciou que a separação não fora amigável, embora não tenha apontado agressões domésticas como causa do rompimento.
Esta é a segunda vez em menos de um mês que o intérprete é levado a tribunal por este tipo de ilícito. Na primeira quinzena de julho, já tinha sido sentenciado num caso semelhante em Torres Vedras. A presente queixa foi interposta pela antiga parceira sentimental do artista.
Alexandre Guerreiro, patrono da defesa, explicou que recorrer a testemunhos de terceiros que contactaram com as partes permite esclarecer circunstâncias que não são visíveis apenas dentro das quatro paredes de uma casa. O causídico defendeu que estas declarações ajudam a reconstruir o contexto em que os alegados factos ocorreram.
Os representantes legais de Nádia Lopes, liderados por Henrique Albuquerque, contestaram o valor probatório do depoimento, classificando-o como uma manobra protelatória sem substância jurídica relevante.
Ao terminar a sessão, o próprio arguido fez questão de realçar o significado das palavras da apresentadora. Nuno Homem de Sá afirmou que, quando a ex-companheira se mudou para Viseu, o casal mantinha uma relação estável, e que a deslocação se deveu a problemas de saúde de familiares da mulher, tendo a separação ocorrido apenas posteriormente.
O processo ficou suspenso para o período de interregno judiciário de agosto. As audições prosseguem no dia 18 de setembro, com novas testemunhas inscritas para serem ouvidas.
Fonte: Correio da Manhã
Source: Correio da Manhã