Sete arguidos de Lousada permanecem detidos por abusos em residências clandestinas para idosos

Juiz de instrução criminal decretou medida mais gravosa para suspeitos de explorar ilegalmente nove habitações como lares, onde 11 idosos viviam em más condições.

Sete arguidos de Lousada permanecem detidos por abusos em residências clandestinas para idosos

Sete arguidos de Lousada permanecem detidos por abusos em residências clandestinas para idosos

O juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Penafiel ordenou que sete pessoas continuassem presas, face às suspeitas de explorarem nove casas em Lousada como centros de acolhimento para idosos sem autorização legal.

A decisão foi tomada após os interrogatórios realizados durante quarta e quinta-feira. Entre os detidos contam-se seis mulheres e um homem, todos com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos.

O magistrado fundamentou a medida cautelar nos perigos de reiteração dos ilícitos, de grave afetação à tranquilidade coletiva e de obstaculização da recolha de provas.

De acordo com a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, os suspeitos respondem por formação de bando criminoso, cento e setenta e oito situações de violência sobre pessoas de terceira idade, burla em moldes agravados e fraude fiscal qualificada. Parte dos arguidos é ainda visada por suspeitas de homicídio qualificado.

Como complemento à prisão, o tribunal vincou uma proibição absoluta de comunicação com as vítimas, seus familiares, depoentes e respectivos parentes, seja por contacto direto ou através de plataformas tecnológicas. Foi ainda decretada a interdição do exercício profissional como cuidadores de indivíduos em situação de fragilidade, designadamente anciãos, menores e enfermos.

A ação policial que desencadeou o caso ocorreu na terça-feira, quando elementos da GNR desarticultaram a rede e encerraram os nove estabelecimentos. Os agentes constataram que os espaços albergavam onze utentes — nove senhoras e dois cavalheiros, entre os 78 e os 95 anos de idade — em condições deficitárias de limpeza, saneamento e assistência humana.

Os residentes foram transferidos para respostas sociais coordenadas pela Segurança Social.

O DCIAP revelou que as apurações começaram em junho de 2023, na dependência do DIAP local, tendo sido posteriormente assumidas pelo departamento central do Porto. A investigação manteve-se sempre ativa, tendo já sido efetuadas revistas a dez domicílios sob a coordenação de três representantes do Ministério Público, com inquirições no terreno a vários utentes.

Fonte: Observador

Source: Google News PT — Crime (pt)