Duplo homicídio em Lagos: suspeito brasileiro em prisão preventiva após matar casal estrangeiro
Um homem de 45 anos, de nacionalidade brasileira, ficou em prisão preventiva por suspeita de matar um casal estrangeiro em Lagos e esconder os corpos numa cisterna.

Suspeito de duplo homicídio em Lagos estava a preparar fuga de Portugal
Um homem de nacionalidade brasileira, de 45 anos, identificado como Caseiro, ficou esta manhã em prisão preventiva após ser detido pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação ao duplo homicídio de um casal estrangeiro em Lagos, avança litoralgarve.pt. O tribunal aplicou a medida de coação mais gravosa.
O suspeito responde por dois crimes de homicídio qualificado e de profanação de cadáver. As vítimas são Jean Marie Grenier, de 79 anos, e a sua esposa, de 62 anos — empresários ligados ao setor da saúde, residentes em Portugal há vários anos.
Segundo os elementos apurados até ao momento, o casal terá sido violentamente agredido com um objeto contundente no interior da própria residência. Os ferimentos terão sido fatais.
Após as mortes, o suspeito terá arrastado os corpos para o interior de uma cisterna de água existente na propriedade. As autoridades suspeitam ainda que tenham sido utilizados produtos químicos para acelerar a decomposição dos cadáveres, numa tentativa de dificultar a sua descoberta e identificação.
A remoção dos corpos exigiu uma operação particularmente complexa, dadas as condições em que estes se encontravam e o local onde estavam escondidos. Os Bombeiros de Lagos prestaram apoio às autoridades durante essa operação.
O homem foi localizado pela GNR de Lagos nas imediações do local onde os crimes terão ocorrido. Tinha na sua posse uma quantia considerável de dinheiro e vários objetos de valor que serão, presumivelmente, pertencentes às vítimas — circunstância que constitui uma das principais linhas de investigação.
De acordo com o apurado por litoralgarve.pt, o suspeito estaria a preparar-se para abandonar Portugal. Esta circunstância terá pesado na avaliação do risco de fuga feita pelas autoridades e pelo tribunal, contribuindo para a decisão de aplicar a prisão preventiva. Até à data da detenção, o suspeito não tinha antecedentes criminais conhecidos.
O móbil do crime permanece por esclarecer. A Polícia Judiciária prossegue a recolha de prova e a reconstituição das últimas horas de vida das vítimas, procurando determinar o que desencadeou a violência. A investigação visa ainda apurar a eventual existência de outros envolvidos e o destino pretendido para os bens encontrados na posse do detido.
Source: Google News PT — Crime (pt)