Investigação à tortura na esquadra do Rato prorrogada por mais seis meses

O Ministério Público obteve mais seis meses para investigar casos de tortura na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa. O número de suspeitos pode ser superior ao inicialmente previsto.

Investigação à tortura na esquadra do Rato prorrogada por mais seis meses

Processo de tortura na esquadra do Rato ganha prazo adicional de instrução

O Ministério Público (MP) dispõe agora de mais seis meses para investigar os casos de tortura registados na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, noticia o Correio da Manhã. O número de suspeitos envolvidos pode ser superior ao inicialmente estimado.

A decisão consta de um despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal, divulgado esta terça-feira pelo Expresso e a que a agência Lusa teve acesso. A juíza de instrução Gabriela Lacerda Assunção aceitou o pedido do MP para classificar o processo como de especial complexidade.

Essa classificação permite ao MP deduzir acusação sem ser obrigado a libertar os sete arguidos que se encontram em prisão preventiva, mantendo-os detidos durante o período de investigação adicional.

Suspeitos ainda por identificar e interrogatórios em curso

No requerimento apresentado ao tribunal, a procuradora Felismina Carvalho Franco indicou que ainda há suspeitos por deter, a maioria agentes da PSP, e que é necessário aplicar medidas de coação a alguns deles. A magistrada apontou também a necessidade de realizar interrogatórios complementares aos arguidos já constituídos.

A investigação centra-se em alegados atos de tortura praticados nas instalações da esquadra do Rato, uma das mais antigas de Lisboa. O caso envolve sobretudo elementos da Polícia de Segurança Pública, cujo número exato ainda não está totalmente apurado pelo MP.

Source: Correio da Manhã

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