Grupo extremista português acusado de terrorismo pretendia instalar 'tribunais' para julgar alvos
Nove pessoas foram acusadas pelo Ministério Público na sequência de uma operação da Polícia Judiciária contra o Movimento Armilar Lusitano, coletivo que defendia ideias neonazis.

Grupo extremista português acusado de terrorismo pretendia instalar 'tribunais' para julgar alvos
Nove pessoas foram acusadas pelo Ministério Público de integrarem um coletivo extremista que operava em Portugal. A acusação surge no seguimento de uma operação levada a cabo no ano passado pela Polícia Judiciária, que acabou por não responsabilizar criminalmente todos os suspeitos inicialmente apontados.
O grupo em causa, conhecido como Movimento Armilar Lusitano, tinha como projeto a criação de instâncias paralelas de justiça, onde os seus membros julgariam e penalizariam indivíduos que consideravam culpados pelo alegado "declínio da nação". A ideologia subjacente ao movimento baseava-se em conceitos racistas, sustentando que a cidadania e os direitos fundamentais deveriam depender da origem étnica ou sanguínea de cada indivíduo.
A investigação criminal revelou que os acusados seguiam uma doutrina inspirada no nazismo, procurando impor a sua visão através de mecanismos de intimidação e perseguição a alvos selecionados. A operação da Judiciária representa uma das respostas institucionais mais recentes à atividade de movimentos radicais de extrema-direita em território nacional.
O processo judicial segue agora os trâmites normais, cabendo aos tribunais avaliar as provas recolhidas e determinar a responsabilidade de cada arguido.
Fonte: Público
Source: Público