Autoridades portuguesas apreendem peças falsificadas para camiões em operação europeia
ASAE, com coordenação da OLAF, desmantelou rede de importação de componentes contrafeitos para camiões em Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa. Bens avaliados em mais de 600 mil euros.

Autoridades portuguesas apreendem peças falsificadas para camiões em operação europeia
Uma operação conjunta entre a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica portuguesa e o Gabinete Europeu de Luta Antifraude resultou na apreensão de milhares de componentes contrafeitos destinados a veículos pesados. As buscas decorreram em três localidades do país continental.
Os inspetores da ASAE efetuaram revistas em estabelecimentos comerciais situados em Vila Nova de Gaia, Leiria e na capital. No total, foram retiradas de circulação 14.629 unidades de material fraudulento, avaliadas em cerca de 600 mil euros. O produto apreendido incluía filtros de óleo, filtros de combustível, filtros de ar e de habitáculo, rolamentos, válvulas, tensores de correia e cilindros de travagem.
Segundo o comunicado da OLAF, as peças em questão ostentavam marcas registadas de fabricantes conhecidos do setor de camiões, mas tinham sido produzidas ilegalmente na Turquia. Os componentes apresentavam logotipos falsificados e poderiam ser confundidos com artigos genuínos por oficinas ou consumidores finais.
A utilização deste tipo de material em veículos pesados representa um perigo significativo para a segurança rodoviária. Qualquer destas peças, caso instalada num camião, poderia provocar avarias graves com potenciais consequências fatais em acidentes de viação.
A investigação contou com o apoio de investigadores da OLAF no terreno, bem como de representantes das empresas afetadas, que auxiliaram na verificação da autenticidade dos bens. A operação inseriu-se numa ação mais vasta de combate à entrada de mercadorias falsificadas no mercado comunitário.
Petr Klement, diretor-geral da OLAF, sublinhou que os produtos contrafeitos provocam prejuízos económicos às empresas e minam a confiança dos consumidores, sendo que, neste caso concreto, colocavam em risco a integridade física dos utilizadores.
Fonte: European Anti-Fraud Office (OLAF)
Source: Google News UK — Crime (en)