Futebolistas do Vasco da Gama e Vila Nova investigados por tráfico de droga e armas no Brasil

A polícia brasileira realizou buscas a jogadores e empresários de futebol suspeitos de ligações a uma rede de tráfico de droga, armas e branqueamento de capitais.

Futebolistas do Vasco da Gama e Vila Nova investigados por tráfico de droga e armas no Brasil

Operação policial visa jogadores de futebol com alegadas ligações a rede criminosa interestadual

A polícia brasileira desencadeou esta segunda-feira uma operação contra jogadores e empresários de futebol suspeitos de ligações a uma organização criminosa dedicada ao tráfico de droga e armas e ao branqueamento de capitais, com atividade em vários estados do país. O Observador, com base em informação do G1, reporta que a ação mobilizou cerca de 100 agentes, 40 viaturas e dois helicópteros, com um total de 15 buscas domiciliárias e quatro mandados de detenção preventiva cumpridos nos estados do Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Entre os principais alvos está David Corrêa da Fonseca, conhecido como DVD, avançado de 30 anos do Vasco da Gama e um dos jogadores em destaque do clube desde 2024. As autoridades efetuaram buscas na sua residência, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, apreendendo telemóveis e documentos, e estenderam a operação às instalações de treino do clube. O jogador deslocou-se ao centro de treinos no seu próprio automóvel — com matrícula iniciada em "DVD" — para acompanhar as diligências. À saída, optou por não prestar declarações. Em comunicado, o Vasco da Gama afirmou estar a colaborar com as autoridades e a aguardar o desfecho das investigações.

Hayner, lateral-direito do Vila Nova de Goiás, foi igualmente visado. As autoridades realizaram buscas na habitação do jogador e nas instalações do clube. O Vila Nova informou que Hayner negou qualquer envolvimento, atribuindo as suspeitas a "uma amizade de infância com um dos homens investigados por tráfico de droga", proveniente da mesma comunidade onde o futebolista cresceu, no Espírito Santo.

Renyer Oliveira, formado no Santos e atualmente ao serviço do Azuriz, no Paraná, foi intercetado durante a operação por alegado incumprimento de uma ordem judicial. O clube esclareceu, porém, que Renyer não está relacionado com os factos investigados e que continua a treinar normalmente.

"A operação integra uma atuação conjunta entre as Polícias Civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual", declarou a Polícia Civil do Rio de Janeiro, citada pelo G1.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. Segundo a imprensa brasileira, outros atletas profissionais e empresários poderão também estar envolvidos no grupo criminoso.

Source: Google News PT — Crime (pt)

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