Terceiro policial preso por plantar droga em operação do Denarc em BH

Rodrigo Otávio Andrade se entregou à Casa de Custódia no Horto na tarde de sábado (19), tornando-se o terceiro policial civil preso no caso.

Terceiro policial preso por plantar droga em operação do Denarc em BH

Três policiais civis detidos por suspeita de forjar apreensão em Belo Horizonte

O policial civil Rodrigo Otávio Andrade se entregou na tarde de sábado (19) à Casa de Custódia, no Horto, em Belo Horizonte, e foi preso com base em mandado de prisão cautelar expedido pela Justiça. Conforme g1.globo.com, ele é o terceiro agente detido no caso de suposto flagrante forjado durante uma operação policial em agosto.

Os outros dois envolvidos já estavam presos: Rafael Egg Macedo foi detido na segunda-feira (14), e Ana Luiza Guimarães Carvalho se entregou na sexta-feira (18). Os três são suspeitos de ter "plantado" drogas durante uma abordagem realizada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) em 7 de agosto.

Naquela operação, pai e filho foram presos sob acusação de tráfico de drogas. Os policiais afirmaram ter encontrado uma arma de fogo e uma barra de maconha no imóvel alvo do mandado de busca e apreensão. Um dos detidos, Matheus Bruno Andrade Fernandes, é filho de uma policial civil.

Dias após a operação, imagens gravadas pelos próprios policiais durante a ação levantaram suspeitas sobre a forma como a droga teria sido encontrada. A Corregedoria Geral da Polícia Civil abriu investigação para apurar se o entorpecente foi colocado no imóvel para forjar o flagrante.

Na quinta-feira (17), a Justiça revogou as prisões preventivas dos dois investigados que estavam na casa. Na decisão, a juíza apontou dúvidas sobre a regularidade da apreensão e considerou que a manutenção da prisão não era necessária naquele momento da investigação.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou o cumprimento do mandado em nota, sem detalhar o caso. "A PCMG informa que cumpre, na tarde de hoje (19), mandado de prisão cautelar em desfavor de um dos suspeitos, ordem expedida pelo Poder Judiciário, no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria Geral de Polícia Civil, a qual tramita em sigilo", afirmou a corporação.

Source: Google News BR — São Paulo

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