Operação "Rede Oculta": dois arguidos acusados de 35 furtos em Aveiro e Viseu
O Ministério Público vai levar a julgamento dois homens detidos em junho por 35 crimes de furto nos distritos de Aveiro e Viseu, com prejuízos estimados em 88 mil euros.

Acusação por 35 crimes de furto após operação da GNR em Aveiro e Viseu
O Ministério Público vai levar a julgamento os dois homens detidos em junho no âmbito da operação "Rede Oculta", acusados de 35 crimes de furto — qualificados e simples — cometidos nos distritos de Aveiro e Viseu, anunciou a GNR esta quarta-feira. Conforme noticiou o Correio da Manhã, a vantagem patrimonial resultante da atividade criminosa foi quantificada pelo Ministério Público em cerca de 88 mil euros.
Os dois principais suspeitos, com 47 e 51 anos, encontram-se em prisão preventiva desde a data da detenção, situação em que permanecem.
Alvos em zonas rurais e isoladas
Durante cerca de quatro meses de investigação, os militares da GNR apuraram que os suspeitos atuaram nos concelhos de Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Frades. Os crimes incidiam sobretudo em localidades rurais e isoladas, tendo como alvos juntas de freguesia, igrejas, capelas, associações, residências, anexos agrícolas, instalações industriais e estabelecimentos comerciais diversos.
A análise da evolução da criminalidade nas áreas afetadas revelou um crescimento de cerca de 60% das ocorrências entre janeiro e abril de 2026. Após a detenção dos suspeitos e a aplicação da prisão preventiva, registou-se uma redução de aproximadamente 81,25% dos crimes contra o património nas zonas anteriormente atingidas.
A GNR salientou que a detenção "traduziu-se numa redução superior a 80% da criminalidade analisada nas zonas afetadas".
Buscas e apreensões
No decurso da investigação foram realizadas buscas que resultaram na apreensão de cinco armas de fogo, três ciclomotores, uma viatura, objetos em ouro, seis mil euros em numerário, máquinas, ferramentas e droga.
Para além dos dois detidos, a GNR constituiu arguida uma mulher de 40 anos, por suspeita de colaboração na atividade criminosa. Foram ainda constituídos arguidos três homens, com idades entre os 37 e os 58 anos, por suspeitas da prática do crime de recetação.
GNR destaca articulação com a autoridade judiciária
Em comunicado, a GNR sublinhou que a operação "Rota Oculta" constitui "um exemplo da importância da articulação entre a GNR e a autoridade judiciária, cuja atuação coordenada e em tempo oportuno permitiu relacionar fenómenos criminais inicialmente dispersos, consolidar a prova necessária à ação penal e interromper uma atividade criminal reiterada".
A Guarda acrescentou que o resultado alcançado é "particularmente relevante por se tratar de criminalidade que incidia predominantemente sobre comunidades rurais e localidades isoladas".
Source: Correio da Manhã