Tribunal de Cascais adia decisão sobre menor de 4 anos, irmã de jovem que matou a mãe em Oeiras
O tribunal quer ouvir o pai das crianças antes de decidir o destino da menina. A sessão será retomada em setembro.

Decisão sobre futuro da menina de 4 anos adiada para setembro
O Tribunal de Cascais adiou esta quarta-feira a decisão sobre o futuro da irmã mais nova do jovem de 15 anos que matou a mãe no Dafundo, em Oeiras, avança o Correio da Manhã. O tribunal pretende ouvir o pai das crianças antes de deliberar, pelo que a sessão foi remarcada para setembro.
Os familiares das crianças manifestaram intenção de ficar com a menina de quatro anos. A tia e a avó são as principais candidatas a acolhê-la, mas a decisão definitiva fica suspensa até que o tribunal reúna todos os elementos considerados necessários.
Advogada critica resposta do Estado
À saída do tribunal, a advogada de defesa Cristiana Carvalho deixou críticas à atuação do Estado. Segundo a advogada, existia um pedido de ajuda datado de 4 de agosto para apoiar os dois menores. "Já se sabia que os meninos seriam entregues a alguém, mas como demorou...", afirmou Carvalho. A advogada admite exigir responsabilidades ao Estado, mas descarta por agora qualquer pedido de indemnização, sendo o foco imediato resolver o futuro da criança.
O crime e o contexto familiar
O jovem de 15 anos matou a mãe, Gabriela Barbosa, de 32 anos, com um golpe de 'mata-leão' no Dafundo, concelho de Oeiras. O adolescente estava sinalizado pela Comissão de Proteção de Menores e tinha pedido para ser institucionalizado, após apresentar uma denúncia contra a progenitora. Segundo o menor, a mãe agredia constantemente a irmã de quatro anos e ameaçava matá-la.
O pai das crianças encontra-se preso por violência doméstica — precisamente por agressão a Gabriela Barbosa —, pelo que os filhos viviam com a mãe em Oeiras à data do crime.
Tia descrevia jovem como "desesperado"
A tia dos menores, que participou em várias reuniões por videochamada com assistentes sociais em Portugal, relatou os sinais de alarme que o sobrinho dava com frequência. "Ele estava desesperado. A verdade é que tudo podia correr mal. Ou para ele ou para ela", disse a mulher, que juntamente com a avó das crianças pretende agora acolher a menina de quatro anos.
O jovem de 15 anos vai cumprir três meses num centro educativo em regime fechado.
Source: Correio da Manhã