Fisco e Polícia Civil de SP unem forças contra lavagem de dinheiro e crime organizado
A integração entre a Sefaz-SP e a Polícia Civil paulista já bloqueou mais de R$ 1 bilhão em investigação de lavagem de capitais em 2026.

Força-tarefa em São Paulo bloqueou mais de R$ 1 bilhão em esquema de lavagem de capitais
Segundo rcn67.com.br, o enfrentamento ao crime organizado em São Paulo ganhou um novo eixo estratégico: a integração entre a Polícia Civil e o Fisco estadual. O objetivo é ir além da repressão à violência e atacar diretamente a base econômica das organizações criminosas — rastreando o dinheiro ilícito, interrompendo sua circulação e retirando do criminoso o proveito financeiro da atividade ilegal.
Em 2026, uma força-tarefa reuniu 100 policiais e 20 auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) para investigar um esquema de lavagem de capitais e ocultação de bens que movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão. A operação resultou no bloqueio de valores superiores a R$ 1 bilhão, demonstrando, na prática, a eficácia da atuação conjunta entre inteligência policial e inteligência fiscal.
Diversas ações integradas têm sido conduzidas para identificar crimes de sonegação, lavagem de dinheiro e mecanismos de blindagem patrimonial. As investigações abrangem pessoas físicas e jurídicas, fluxos financeiros e estruturas empresariais utilizadas para ocultar bens obtidos ilegalmente.
Cooperação operacional e ferramentas de asfixia financeira
A parceria entre a Polícia Civil e o Fisco paulista vai além da simples troca de informações. Entre as medidas adotadas de forma concomitante ou alternativa estão a suspensão de inscrições estaduais de pessoas jurídicas, a tributação e o perdimento de bens. A identificação dos beneficiários finais por trás de estruturas empresariais é apontada como peça central da estratégia.
A recuperação de ativos é tratada como prioridade desde o início das diligências. O modelo seguido contempla as etapas de identificação, rastreamento, avaliação, congelamento, apreensão e confisco — tanto por meio de condenação penal quanto por mecanismos tributários ou por confisco não baseado em condenação.
Essa abordagem está alinhada aos tratados internacionais assumidos pelo Brasil, que exigem a criminalização da lavagem de dinheiro como antecedente de infrações penais graves e a adoção de mecanismos efetivos de recuperação de ativos.
Agenda de continuidade
Como pauta de aprofundamento, a integração prevê o fortalecimento de canais seguros de intercâmbio de dados, o desenvolvimento de inteligência financeira desde o início do conhecimento dos fatos criminosos e a ampliação da capacidade de localizar, apreender e administrar ativos ilícitos. A qualificação contínua dos agentes públicos envolvidos também integra a agenda.
O argumento central da iniciativa é que retirar das organizações criminosas a capacidade econômica de financiar novas atividades, corromper agentes e expandir seu território de atuação é, em última análise, uma forma de proteger o cidadão e reduzir a capacidade de produção de violência. A premissa que orienta o trabalho é direta: o crime não deve ser economicamente vantajoso.
Source: Google News BR — São Paulo