Fuzil e seis armas apreendidos em endereço de deputado Mário Frias em operação da PF
A PF apreendeu sete armas ligadas ao deputado Mário Frias (PL-SP) durante a Operação Make Up, que investiga desvio de R$ 2 mi em emendas para o filme "Dark Horse".

PF apreende fuzil e seis armas em endereços de Mário Frias durante Operação Make Up
A Polícia Federal apreendeu um fuzil e outras seis armas de fogo em endereços vinculados ao deputado federal Mário Frias (PL-SP) durante cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (10), conforme relatou o brasildefato.com.br.
As armas foram localizadas em um endereço diferente do declarado pelo parlamentar às autoridades. Com base nisso, a PF instaurou uma apuração específica para verificar se Frias cometeu o crime de posse ilegal de arma de fogo. Além das sete armas, agentes recolheram computadores e telefones celulares nos locais vistoriados.
Operação Make Up e o filme "Dark Horse"
As diligências integram a Operação Make Up, deflagrada pela PF com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). O alvo central da investigação é um suposto esquema de desvio de verbas públicas oriundas de emendas parlamentares, que teriam sido direcionadas ao financiamento do filme "Dark Horse" — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frias atuou no projeto como produtor-executivo e roteirista.
A apuração, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mira especificamente R$ 2 milhões em emendas parlamentares emitidas por Frias para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade controlada pela empresária Karina Ferreira da Gama. O ICB teria sido utilizado para intermediar o repasse dos recursos públicos à produção audiovisual.
49 mandados em quatro estados
A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. Segundo a Polícia Federal, "as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados". A PF acrescentou que "as tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho de 2026".
Levantamentos financeiros identificaram movimentações atípicas de centenas de milhões de reais entre as empresas investigadas. Os envolvidos respondem por suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações.
A assessoria do deputado Mário Frias não respondeu aos pedidos de manifestação antes da publicação da reportagem. A produtora responsável pelo filme havia afirmado, em junho deste ano, que as contas da produção estão regulares.
Source: Google News BR — Crime