Operação prende 8 suspeitos de tráfico e tribunal do crime em Jundiaí (SP)

A Polícia Civil deteve oito integrantes de uma facção criminosa que monitorava policiais e realizava julgamentos clandestinos em Jundiaí. Foram apreendidos armas, drogas e mais de R$ 10 mil.

Operação prende 8 suspeitos de tráfico e tribunal do crime em Jundiaí (SP)

Oito detidos por tráfico e "júri do crime" em Jundiaí

A Polícia Civil prendeu, na sexta-feira (4), oito pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa atuante em Jundiaí (SP), conforme reportou g1.globo.com. A investigação identificou que o grupo monitorava a rotina de policiais militares e civis, comandava o tráfico de entorpecentes e conduzia julgamentos clandestinos no município.

Dos oito alvos com prisão temporária decretada pela Justiça, cinco foram flagrados durante o cumprimento dos mandados e autuados em flagrante delito.

Durante a ação, agentes apreenderam armas de fogo, insumos para preparo de drogas e mais de R$ 10 mil em espécie. Nas residências dos suspeitos foram localizados ainda uma arma com numeração raspada, ferramentas para processamento de entorpecentes, anotações de contabilidade, balanças de precisão, rádios para comunicação, 83 gramas de maconha e quatro quilos de cocaína.

Segundo a Polícia Civil, os detidos coordenavam um tribunal paralelo da facção — chamado de "júri do crime" — no bairro São Camilo. O grupo conduzia a esse local integrantes da organização ou moradores que descumprissem regras impostas por eles, onde aplicavam execuções e castigos.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) com o apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Guarda Municipal de Jundiaí e do Grupo de Operações Policiais (GOE) de Campinas, mobilizando ao todo 32 policiais.

Os presos foram encaminhados à Delegacia Seccional de Jundiaí e permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da rede de monitoramento e do tráfico local.

Source: Google News BR — São Paulo

Read this article in English