Operação Take Over prende dois homens por fraudes bancárias eletrônicas na Baixada Santista
A Polícia Civil prendeu dois suspeitos e bloqueou R$ 122 mil em bens durante operação contra quadrilha de fraudes eletrônicas em Santos, Guarujá e Cubatão.

Quadrilha movimentou R$ 8 milhões em fraudes eletrônicas no litoral paulista
Dois homens foram presos na quarta-feira (16) durante a primeira fase da Operação Take Over, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos contra uma quadrilha especializada em fraudes bancárias eletrônicas na Baixada Santista. Conforme reportou g1.globo.com, a ação resultou ainda no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos, Guarujá e Cubatão, além do bloqueio de R$ 122 mil em bens vinculados aos investigados.
Segundo as investigações, os suspeitos acessavam informações privilegiadas para abrir contas bancárias em nome de terceiros. A organização é apontada pela polícia como especializada em furto qualificado, estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O delegado Luiz Henrique Ribeiro, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, afirmou que o grupo movimentou cerca de R$ 8 milhões ao longo dos últimos dois anos na região. "Segundo os dados levantados pela própria empresa Mercado Pago, trata-se de uma operação de R$ 8 milhões. São várias operações que nós vamos ter que desencadear ao longo do tempo para chegarmos ao resultado final e identificar as pessoas que estão obtendo ganhos em cima dessa instituição financeira", disse o delegado.
Os valores identificados teriam passado pelas contas de 13 suspeitos de envolvimento no esquema, de acordo com dados fornecidos pela empresa Mercado Pago.
Durante o cumprimento de um dos mandados, policiais encontraram cerca de 150 botijões de gás armazenados na residência de um dos suspeitos. Ele não soube explicar a procedência do material e foi preso em seguida. O segundo homem detido responde por violação de medida protetiva, segundo o delegado Ribeiro.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) não havia respondido ao pedido de atualização sobre as investigações até o fechamento da reportagem. A defesa dos suspeitos também não foi localizada.
Source: Google News BR — São Paulo