PJ detém três suspeitos do tiroteio que feriu turista sueca na Baixa de Lisboa

Os três suspeitos de terem baleado uma turista sueca na Rua Augusta em agosto entregaram-se após buscas da PJ. Nenhum se encontrava em casa no momento das diligências.

PJ detém três suspeitos do tiroteio que feriu turista sueca na Baixa de Lisboa

Três detidos pelo disparo que atingiu turista sueca na Rua Augusta

Os três suspeitos de terem baleado uma turista sueca na Baixa de Lisboa, em agosto, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), avançou o Público e confirmou o noticiasaominuto.com junto de fonte da PJ.

Segundo a mesma publicação, os homens entregaram-se às autoridades depois de as suas residências terem sido alvo de buscas. No momento das diligências, nenhum deles se encontrava em casa.

Não está apurado qual dos três efetuou os disparos. Todos são suspeitos de tentativa de homicídio.

O que aconteceu a 10 de agosto

No dia 10 de agosto, uma turista sueca de cerca de 40 anos foi atingida no abdómen por uma bala perdida enquanto comprava pastéis de nata numa pastelaria da Rua Augusta. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) transportou-a para o Hospital São José, de onde teve alta no dia seguinte. A mulher regressou depois à Suécia para ser submetida a um procedimento cirúrgico para extração do projétil.

Na origem do disparo estará uma rixa entre grupos rivais ligados à venda de louro prensado. Um dos suspeitos terá sacado de uma pistola de pequeno calibre e disparou na direção de um adversário — falhando o alvo. A bala atingiu a turista que passava nas imediações.

Suspeito libertado no dia seguinte gerou polémica

Um dos envolvidos havia sido detido no dia seguinte ao sucedido, mas saiu em liberdade com medida de coação de apresentações bissemanais. Fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) explicou ao noticiasaominuto.com que a detenção ocorreu "no âmbito de um processo de violência doméstica".

A decisão foi classificada como "inaceitável" por Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa. "É inaceitável esta decisão! Além do exemplo socialmente reprovável que se transmite, é também um sinal de falta de autoridade para as nossas forças de segurança", escreveu Moedas na rede social X a 11 de agosto.

Na sequência do caso, o Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou o reforço da resposta policial nas zonas de maior concentração turística de Lisboa.

Source: Google News PT — Crime (pt)

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