MP acelera investigações a Luís Neves e invasão do gabinete de André Ventura
O procurador-geral Amadeu Guerra garantiu que o Ministério Público trabalha para agilizar os casos do ministro Luís Neves e da alegada invasão ao gabinete do Chega.

Amadeu Guerra garante celeridade nas investigações a Luís Neves e ao gabinete de Ventura
O procurador-geral da República, Amadeu Guerra, afirmou esta terça-feira, em Beja, que o Ministério Público está a "trabalhar para que tudo seja rápido" nos processos que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e a alegada invasão e roubo no gabinete do presidente do Chega, André Ventura, no Parlamento. Segundo o Correio da Manhã, Guerra sublinhou ainda que o inquérito sobre a atuação do diretor nacional da Polícia Judiciária e outros dirigentes da instituição "não tem nada de especial".
Relativamente às obras na propriedade de Luís Neves em Odemira, o PGR explicou que o processo corre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja. O MP está a recolher informação sobre questões de licenciamento e mantém contacto com a câmara municipal para apurar o que sucedeu, incluindo os aspetos relacionados com o Plano Diretor Municipal, atualmente em processo de alteração.
"Se verificarmos que há razões para propor uma ação administrativa, propomos a ação administrativa. Se acharmos que não há razões para pôr qualquer ação administrativa, não o faremos", declarou Amadeu Guerra.
Quanto a outros casos que envolvem o ministro, Guerra referiu tratar-se de "processos-crime, que estão em segredo de justiça", sem adiantar mais pormenores.
Sobre a alegada invasão do gabinete de André Ventura no Parlamento, o PGR confirmou que a investigação decorre "com celeridade".
Sob investigação está também Carlos Cabreiro, atual diretor nacional da PJ, juntamente com outros dirigentes da instituição, por alegados crimes de falsas declarações e abuso de poder. Guerra minimizou a complexidade do processo: "É uma coisa muito simples, vamos recolher dados, não tem nada de especial, é como qualquer inquérito."
Source: Correio da Manhã