PGR abre inquérito ao diretor da PJ Carlos Cabreiro por falsas declarações e abuso de poder
O Ministério Público investiga Carlos Cabreiro, diretor nacional da PJ, por suspeitas de falsas declarações em tribunal e abuso de poder.
Diretor nacional da PJ sob investigação do Ministério Público
O Ministério Público investiga o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, e outros responsáveis da corporação por suspeitas de falsas declarações em tribunal e abuso de poder, confirmou o expresso.pt. A Procuradora-Geral da República (PGR) confirmou ao Expresso a abertura formal do processo: "confirma-se a instauração de inquérito." A PJ recusou prestar qualquer esclarecimento sobre o caso.
Origem: denúncia interna ligada ao caso Rui Pinto
O processo teve origem numa denúncia apresentada a 27 de julho por David Freitas, coordenador da PJ. Entre os factos em causa estão declarações prestadas por Cabreiro em tribunal no âmbito do processo relativo ao hacker Rui Pinto.
Segundo a denúncia, o diretor afirmou perante o tribunal que não tinham sido realizadas escutas telefónicas durante aquela investigação. David Freitas contesta essa afirmação e considera que ela pode configurar o crime de falsas declarações.
Segunda suspeita: escuta ordenada contra indicação do MP
A segunda linha de investigação diz respeito a uma escuta que, de acordo com a denúncia, terá sido determinada por Carlos Cabreiro mesmo depois de o Ministério Público ter proibido expressamente a sua realização. É neste episódio que David Freitas identifica possíveis indícios de abuso de poder por parte do diretor nacional da PJ.
Source: Google News PT — Crime (pt)