Ataque cibernético ao TJMT: PF e Polícia Civil investigam invasão de sistemas

Sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso ficaram fora do ar após incidente de segurança. Logins e senhas foram acessados, mas tribunal nega vazamento de dados.

Ataque cibernético ao TJMT: PF e Polícia Civil investigam invasão de sistemas

PF e Polícia Civil apuram invasão aos sistemas do Tribunal de Justiça de MT

A Polícia Federal e a Polícia Civil foram acionadas para investigar um incidente de segurança que comprometeu os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desde a última segunda-feira (21), conforme noticiado por g1.globo.com. O próprio tribunal confirmou que logins e senhas de usuários foram acessados, mas afirmou não haver evidências de vazamento de dados pessoais ou de decisões judiciais.

O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada em Crimes Informáticos. A Polícia Federal passou a integrar as investigações em razão do envolvimento de sistemas vinculados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nesta sexta-feira (25), o atendimento externo segue restrito ao regime de plantão e os prazos processuais permanecem suspensos. O Processo Judicial Eletrônico (PJe) e demais sistemas do tribunal estão em fase de testes e devem ser restabelecidos de forma gradual.

As investigações buscam apurar a origem dos acessos e determinar se houve tentativa de invasão aos sistemas. A invasão de dispositivo informático é tipificada como crime no Código Penal, com pena prevista de 1 a 4 anos de prisão e multa.

Segundo a Delegacia Especializada, ataques desse tipo podem estar associados a outros delitos, como roubo de informações, acesso indevido a contas e extorsão digital. A identificação precisa dos crimes eventualmente cometidos dependerá do andamento da investigação.

O TJMT informou que a situação está sob controle e é acompanhada por equipes internas do tribunal, com apoio de parceiros técnicos. Como medida preventiva, as senhas dos usuários estão sendo redefinidas e os sistemas permanecem desligados. A medida foi formalizada por portaria da Presidência do TJMT, que apontou que a indisponibilidade dos sistemas informatizados impede a realização regular de atos processuais e administrativos por via eletrônica.

Source: Google News BR — São Paulo

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