Fraude de R$ 1 milhão no INSS: servidor afastado em Presidente Prudente após operação da PF

A Polícia Federal deflagrou operação contra esquema de fraudes previdenciárias em Presidente Prudente (SP), com prejuízo estimado em R$ 1.026.715,53 aos cofres públicos.

Fraude de R$ 1 milhão no INSS: servidor afastado em Presidente Prudente após operação da PF

Servidor do INSS é afastado após esquema de fraude previdenciária em Presidente Prudente

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (24), uma operação contra um esquema de fraudes no INSS em Presidente Prudente (SP), conforme reportou g1.globo.com. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 1.026.715,53.

Um servidor público lotado na unidade local do INSS é suspeito de envolvimento nas irregularidades. A Justiça determinou seu afastamento cautelar do exercício da função pública, sem que houvesse prisão.

Manipulação de cadastros e vínculos falsos

Segundo a investigação, o funcionário utilizava o acesso privilegiado aos sistemas do INSS para realizar alterações indevidas nos cadastros de segurados. As modificações incluíam a inserção de vínculos empregatícios e salários fictícios, com o objetivo de simular períodos de contribuição inexistentes e, assim, liberar benefícios de forma irregular.

As alterações eram feitas sem a documentação exigida para comprovar os dados, de acordo com a Polícia Federal. Com a simulação dos períodos de contribuição e a inclusão de remunerações falsas, aposentadorias e benefícios previdenciários passavam a ser concedidos indevidamente.

Mandados cumpridos em três cidades

A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente, Cerqueira César e Osasco, todas no estado de São Paulo. Dispositivos de informática foram apreendidos e serão analisados para identificar novos elementos que possam subsidiar a investigação.

A Polícia Federal apura ainda a participação de intermediários responsáveis pela captação dos segurados beneficiados pelo esquema. A investigação aponta para possível atuação organizada de terceiros na seleção das vítimas e na viabilização das fraudes.

Parceria com o Ministério da Previdência Social

A operação foi realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS), que forneceu os dados técnicos que fundamentaram a investigação.

As condutas apuradas podem configurar, em tese, os crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato contra a Previdência Social, falsidade ideológica e organização criminosa. A corporação ressaltou que outros crimes podem ser identificados no decorrer do inquérito.

Por meio de nota, o INSS declarou que não comenta investigação em curso.

Source: Google News BR — São Paulo

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