Mandante de assassinato de esposa em Viçosa (MG) é preso 21 anos após o crime
Homem de 46 anos foi capturado em Embu-Guaçu (SP) após décadas de recursos judiciais. Ele havia contratado pistoleiro por R$ 5 mil para matar a esposa em 2005.

Preso em SP o mandante do assassinato da esposa em Viçosa 21 anos depois
Um homem de 46 anos, condenado por ordenar a morte da própria esposa em Minas Gerais, foi detido na última quinta-feira (15) em Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, conforme relatou www1.folha.uol.com.br. O crime aconteceu em agosto de 2005 — mais de duas décadas antes da prisão.
Segundo o MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais), o réu contratou um pistoleiro por R$ 5.000 para eliminar a esposa, motivado pela suspeita de traição. Em 29 de agosto de 2005, ele convidou a vítima para um passeio de bicicleta em área rural de Viçosa. O assassino contratado foi ao local e disparou quatro tiros à queima-roupa contra a mulher, simulando um assalto.
A denúncia ao Ministério Público foi apresentada à Justiça em 2007. Em outubro de 2011, um júri popular condenou o marido a 17 anos e seis meses de reclusão. O juiz responsável autorizou que ele aguardasse o julgamento dos recursos em liberdade.
A defesa recorreu no ano seguinte, e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais reduziu a pena para 14 anos e seis meses. Um novo recurso, desta vez ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), manteve o processo suspenso por mais três anos.
Em março de 2016, com a condenação confirmada, o juiz da comarca de Viçosa determinou a prisão do réu. O mandado foi cumprido três dias após a emissão, mas ele ficou detido por menos de um mês: obteve habeas corpus e o direito de aguardar em liberdade o esgotamento dos recursos.
A reviravolta decisiva veio em outubro de 2024. O MP-MG requereu nova prisão com base em julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre tema de repercussão geral, que estabeleceu a possibilidade de execução imediata de condenações proferidas por tribunais do júri, independentemente do valor da pena aplicada. No total, o condenado permaneceu dois anos foragido ao longo dos 15 anos transcorridos desde a sentença de primeira instância.
Ao ser localizado, ele trabalhava como funcionário de uma comunidade terapêutica no centro de Embu-Guaçu. A operação de captura foi conduzida pelo MP-MG com apoio das polícias militares de Minas Gerais e de São Paulo.
O homem foi encaminhado ao anexo carcerário da Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra (SP) e deve ser transferido para um presídio em Minas Gerais.
Source: Google News BR — São Paulo