Operação Quatro Torres na Bahia: suspeito de matar turista em 2023 é preso em Ilhéus

Um dos alvos da Operação Quatro Torres, preso em Ilhéus, é investigado pelo assassinato de um turista em Olivença em 2023. A ação bloqueou até R$ 300 milhões em bens.

Operação Quatro Torres na Bahia: suspeito de matar turista em 2023 é preso em Ilhéus

Suspeito de chefiar tráfico em Ilhéus é ligado ao assassinato de turista em Olivença

Conforme reportou g1.globo.com, um dos alvos da Operação Quatro Torres — deflagrada na terça-feira (22) contra suspeitos de tráfico de drogas e homicídios no sul da Bahia — é investigado pelo assassinato de um turista ocorrido em 2023 na Praia do Cai N'Água, no distrito de Olivença, em Ilhéus.

A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) identificou a vítima como Maicon Freitas de Oliveira, 24 anos, natural de Itapetinga. Ele havia viajado com familiares para as festas de final de ano quando se desentendeu com dois homens durante o trajeto. Após o incidente, os envolvidos acionaram outros integrantes de um grupo criminoso, entre eles o suspeito preso e mais dois indivíduos que também atuavam no tráfico de drogas em Itapetinga. Ao chegar a Olivença, a vítima foi conduzida a uma cabana abandonada, onde foi atacada e assassinada.

O suspeito, cujo nome não foi divulgado pela polícia, é apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na região. Ele havia sido preso na segunda-feira (21) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva relacionado ao homicídio. Na terça-feira, durante a operação, foi cumprido contra ele um segundo mandado, desta vez de prisão temporária. Uma motocicleta e um aparelho celular foram apreendidos durante o cumprimento do primeiro mandado e serão submetidos à perícia.

Dois outros investigados pelo mesmo crime não chegaram a responder à Justiça: Wesley Brito de Andrade, 21 anos, foi morto a tiros em fevereiro de 2024 no bairro Vila Isabel, em Itapetinga; e Breno Fiusa de Jesus, 16 anos, morreu em confronto com policiais civis em julho do mesmo ano, na localidade de Guaibim, no município de Valença.

Operação cumpre 18 mandados e bloqueia até R$ 300 milhões

A Operação Quatro Torres cumpriu 18 mandados de prisão temporária — 16 na Bahia, um em Sergipe e um no Espírito Santo. Seis dos alvos já se encontravam presos; os demais foram capturados durante a ação. Outras quatro pessoas foram detidas em flagrante em Ilhéus e em São Paulo.

A polícia apreendeu armas, munições, veículos, celulares e mais de R$ 8 mil em espécie. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores de 31 pessoas e 11 empresas, em montante que pode chegar a R$ 300 milhões. As investigações indicam que a organização movimentou R$ 698 milhões nos últimos quatro anos.

Entre os investigados estão dois policiais militares e um advogado, todos de Ilhéus, apontados como colaboradores do grupo criminoso — fornecendo informações e apoio logístico às atividades da organização.

Estrutura da organização: quatro "Torres" comandavam Ilhéus

Segundo a PC-BA, a organização era dirigida por quatro líderes, denominados internamente de "Torres", cada um com influência sobre diferentes áreas do município de Ilhéus. Os quatro mantinham comunicação constante entre si para deliberar sobre comercialização de drogas, aquisição de armas e execução de homicídios, conforme aponta a investigação.

Advogado obtém prisão domiciliar após audiência de custódia

O advogado preso na operação passou por audiência de custódia na quarta-feira (23) e teve a prisão domiciliar autorizada pela Justiça. Ele permaneceu custodiado no Presídio de Ilhéus até a decisão judicial, segundo apuração da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que as condutas atribuídas ao advogado serão encaminhadas aos órgãos internos competentes, em especial ao Tribunal de Ética e Disciplina, responsável por apurar eventual infração ético-disciplinar.

Source: Google News BR — São Paulo

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