Rota completa 56 anos: 2,1 mil presos e 7,7 toneladas de drogas apreendidas em SP

A unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo celebra 56 anos com resultados expressivos no combate ao crime organizado desde 2023.

Rota completa 56 anos: 2,1 mil presos e 7,7 toneladas de drogas apreendidas em SP

Batalhão de elite da PM paulista marca meio século de operações de alta complexidade

A Polícia Militar de São Paulo comemorou nesta quinta-feira (16) os 56 anos das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Conforme agenciasp.sp.gov.br, desde o início da atual gestão, em 2023, a unidade prendeu 2,1 mil pessoas — das quais mil eram foragidas da Justiça —, apreendeu 7,7 toneladas de drogas e retirou de circulação 406 armas de fogo ilegais, além de R$ 7,9 milhões em dinheiro.

A solenidade de aniversário foi realizada na sede do 1º Batalhão de Choque, no bairro da Luz, região central da capital. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou o papel operacional da unidade. "A Rota construiu uma trajetória marcada pelo preparo técnico, pela disciplina e pela capacidade de atuar em ocorrências de alta complexidade. É uma referência operacional da Polícia Militar de São Paulo e serve de modelo para outros estados", afirmou.

Queda histórica na criminalidade em São Paulo

A atuação da Rota integra o conjunto de ações das forças de segurança do estado. No período de janeiro a agosto deste ano, São Paulo registrou queda de 30% nos roubos de carga — o menor patamar em 26 anos — e redução de 17% nos roubos em geral, atingindo o menor nível da série histórica.

Desde 2023, o batalhão realizou mais de 580 operações conjuntas com órgãos de inteligência e investigação, incluindo o Ministério Público e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), do governo federal.

Cerca de 500 policiais especializados

Atualmente, a Rota reúne cerca de 500 policiais militares com especialização em patrulhamento tático e operações de alta complexidade. O atual comandante do batalhão, tenente-coronel Antônio Emanuel Andrade e Silva, destacou a responsabilidade de liderar a tropa. "Não é nem pelo cargo em si, mas pela honra de liderar policiais militares de alto nível. É muito gratificante estar à frente dessa tropa, na qual tive o privilégio de ingressar em 2009", disse.

Segundo o comandante, seleção rigorosa, formação especializada e treinamento contínuo estão entre os fatores que definem a Rota como unidade de elite. A modernização de viaturas, armamentos, sistemas de comunicação e equipamentos de proteção também acompanhou a evolução do batalhão ao longo das décadas.

De rondas bancárias ao combate ao crime organizado

Criada em 1970 para realizar rondas bancárias e combater assaltos a instituições financeiras, a Rota foi ampliando progressivamente sua área de atuação conforme as transformações da criminalidade paulista. Além de cursos de especialização internos em patrulhamento tático e atuação como atirador designado, o batalhão também capacita policiais de outros estados brasileiros e de países vizinhos.

A trajetória do batalhão inclui ainda participação em grandes operações de resgate. Integrantes da Rota atuaram nos incêndios dos edifícios Andraus, em 1972, e Joelma, em 1974, duas das maiores tragédias urbanas da capital paulista.

Museu subterrâneo preserva história do batalhão

O quartel da Rota abriga um museu instalado em um antigo túnel do século XIX, situado sob o Quartel da Luz, sede do 1º Batalhão de Choque, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo. A passagem foi construída originalmente para conectar quartéis vizinhos e facilitar a movimentação estratégica de tropas, podendo servir também como rota de fuga ou ponto de reabastecimento.

Em 2025, o espaço recebeu cerca de 4,5 mil visitantes. As visitas são gratuitas e devem ser agendadas pelo e-mail [email protected], com envio de nome completo, CPF, RG e data de interesse. No dia da visita, é necessário apresentar documento com foto. Crianças podem participar acompanhadas de um adulto responsável.

Source: Google News BR — São Paulo

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