Ex-governador do Banco Central da Hungria detido por fraude com fundos públicos
György Matolcsy, ex-ministro da Economia de Orbán, foi detido na Hungria no âmbito de investigação a fraude financeira envolvendo mais de mil milhões de euros.

Matolcsy detido após investigação a irregularidades no Banco Central húngaro
György Matolcsy, antigo governador do Banco Central da Hungria e ex-ministro da Economia de Viktor Orbán, foi detido na madrugada de quarta-feira, segundo relata sol.iol.pt, no âmbito de uma investigação a alegadas irregularidades financeiras com fundos públicos.
O advogado de Matolcsy, Pál Bátki, confirmou ao portal húngaro Telex que o seu cliente é suspeito de fraude económica com prejuízos financeiros significativos e de utilização de documentos privados falsificados. Matolcsy presidiu ao Banco Central húngaro entre 2013 e 2025.
As suspeitas remontam a 2025, quando o organismo nacional de auditoria iniciou investigações à utilização indevida de património público por entidades ligadas ao Banco Central. No centro das averiguações estão investimentos realizados através de fundações criadas durante a presidência de Matolcsy e da sociedade de gestão de ativos Optima Investment. As operações em causa envolveram mais de mil milhões de euros de fundos públicos, e as investigações abrangem também possíveis ligações a pessoas próximas do antigo governador, incluindo o seu filho, Ádám Matolcsy.
O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, anunciou a detenção numa publicação nas redes sociais, na qual sublinhou a proximidade de Matolcsy ao seu antecessor, Viktor Orbán. Magyar reproduziu declarações do antigo chefe de governo sobre o detido: "Tenho uma relação emocional muito forte com Gyorgy Matolcsy. Tenho muito que agradecer-lhe e aprendi muito com ele. Gyorgy Matolcsy é um economista que definiu uma era", afirmou Orbán, segundo a citação divulgada por Magyar.
A investigação insere-se num conjunto mais amplo de averiguações a alegadas irregularidades na gestão de fundos públicos durante os governos de Orbán, que esteve no poder entre 2010 e 2026.
Matolcsy foi conduzido às instalações do Ministério Público húngaro para interrogatório, sessão que se prolongou por várias horas. O antigo governador optou por não prestar declarações sobre os factos de que é suspeito. No final da audição, as autoridades solicitaram a sua prisão preventiva, sendo a decisão judicial esperada para sexta-feira.
O Ministério Público confirmou ainda a realização de diligências coordenadas em vários locais no âmbito da investigação à gestão de fundos ligados ao Banco Central.
Source: Google News PT — Crime (pt)