Brasileiro manda raptar homem em Lisboa para vingar furto de 150 mil euros em cofre
Um traficante brasileiro que se apresenta como influencer contratou três homens para sequestrar e agredir uma vítima em Lisboa. Os quatro detidos foram libertados pelo tribunal.

Sequestro em Lisboa: influencer brasileiro ordena rapto de homem que conheceu no Instagram
Um traficante de droga brasileiro, que se identifica como influencer, mandou raptar e agredir violentamente um homem em Lisboa, depois de o suspeitar de ter furtado 150 mil euros guardados num cofre em sua casa. O crime remonta a dezembro de 2024, segundo o Correio da Manhã.
A vítima havia conhecido o alegado mandante do sequestro através de um contacto no Instagram. Os dois chegaram a frequentar-se, e a vítima visitou a sua residência em mais do que uma ocasião. Foi após uma dessas visitas que o influencer brasileiro terá dado pela falta do dinheiro no cofre — um montante de 150 mil euros.
Sequestro com falso crachá de polícia
A vingança foi organizada com três cúmplices, entre os quais Pedro França Alemão, indivíduo com cadastro e condenado anteriormente a penas de prisão efetiva em dois processos distintos — um de violência nocturna e outro de tráfico de droga. Um dos elementos do grupo apresentou-se à vítima com um crachá de polícia falso para ganhar acesso.
A vítima foi algemada e obrigada a entrar numa casa isolada, onde foi barbaramente espancada. Acabou por ser libertada, mas ao regressar a casa já encontrou inspetores da Polícia Judiciária à sua porta.
Operação Rodizio da Unidade Nacional de Contraterrorismo
A investigação foi conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária, no âmbito de uma operação interna denominada 'Operação Rodizio'. Para além do sequestro, as diligências revelaram indícios de uma alegada rede de tráfico de droga com ligação ao grupo.
As detenções dos quatro envolvidos — o mandante brasileiro e os três cúmplices — ocorreram já durante o mês corrente. Presentes a tribunal, todos foram libertados com termo de identidade e residência, ficando a aguardar eventuais acusações formais por parte do Ministério Público.
Source: Correio da Manhã