Brückner admite que vendia droga a 137 metros do apartamento dos McCann na noite do desaparecimento de Maddie

O principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann confessou ao Daily Mail que estava a vender cannabis a poucos metros do Ocean Club na noite de 3 de maio de 2007.

Brückner admite que vendia droga a 137 metros do apartamento dos McCann na noite do desaparecimento de Maddie

Suspeito do Caso Maddie admite presença junto ao Ocean Club na noite do desaparecimento

Christian Brückner, de 49 anos e principal suspeito no Caso Maddie, revelou ao Daily Mail que se encontrava a vender droga a cerca de 137 metros do apartamento onde a família McCann passava férias na noite em que Madeleine desapareceu, a 3 de maio de 2007 na Praia da Luz, Portugal. A entrevista foi publicada no domingo, segundo dn.pt.

"Estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender droga", declarou Brückner. O alemão contou ter contrabandeado cannabis de Espanha para Portugal e que a sua carrinha estava carregada de estupefacientes quando a polícia portuguesa o mandou parar três vezes durante as buscas pela menina. "Por sorte, não encontraram as drogas", acrescentou.

Brückner descreveu o ambiente naquela noite: "Estava a fugir rapidamente; havia luzes azuis a piscar e postos de controlo por toda a parte. Só pensei: 'Tirem-me daqui'."

Esta é a primeira vez que o alemão fala publicamente sobre o local onde se encontrava quando Madeleine McCann, então com três anos, desapareceu do resort Ocean Club. Para justificar o silêncio até agora, afirmou: "Fiquei calado porque a polícia quer incriminar-me."

Na mesma noite, os pais da criança, Gerry e Kate McCann, jantavam com amigos a cerca de 91 metros do apartamento.

Uma fonte próxima da família McCann reagiu às declarações citando o Daily Mail: se o relato de Brückner for verdadeiro, coloca-se a questão "do que poderia ter acontecido se a polícia portuguesa não o tivesse deixado escapar". Na altura, as autoridades portuguesas foram alvo de críticas no Reino Unido por alegada falta de urgência na resposta ao caso.

Em 2020, procuradores alemães identificaram Brückner como o principal suspeito e afirmaram dispor de "provas concretas", embora insuficientes para garantir uma condenação. Um telemóvel registado em seu nome foi localizado nas proximidades do alojamento dos McCann nessa noite. O procurador alemão Christian Wolters revelou que o aparelho recebeu uma chamada de outro número português às 19h32, com duração de 30 minutos, classificando-a como significativa. Brückner disse posteriormente ter estado ao telefone com um cidadão português chamado Diogo Silva, mas afirmou não se recordar da conversa nem conhecer essa pessoa.

Na manhã seguinte ao desaparecimento de Madeleine, Brückner transferiu o registo de um Jaguar XJR-6 que possuía na Alemanha para o nome de um amigo.

Brückner foi libertado de uma prisão alemã em setembro do ano passado, após cumprir seis anos de pena pela violação de uma turista norte-americana de 72 anos. Desde então, tem estado sob constante vigilância. Paralelamente, está a ser investigado por um alegado abuso sexual contra uma menor de nove anos em Braunschweig, na Baixa Saxónia, ocorrido em 2015.

As autoridades britânicas procuram levar Brückner ao Reino Unido para ser julgado pelo rapto e assassinato de Madeleine. Um porta-voz da Polícia Metropolitana de Londres confirmou que uma equipa dedicada examina o caso em estreita colaboração com as autoridades alemãs e portuguesas, seguindo "todas as linhas de investigação viáveis".

O próprio Brückner nega qualquer envolvimento: "Não tenho nada a ver com o desaparecimento da menina. Ficaria feliz se a Maddie aparecesse amanhã, assim todos compreenderiam imediatamente que tudo contra mim é e foi armado. Mas isso provavelmente não vai acontecer, por isso continuo a ser o principal suspeito."

Source: Google News PT — Crime (pt)

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