Ex-agente da PSP acusado de chefiar rede de droga no Porto recusa depor em tribunal
Um antigo polícia da PSP, preso preventivamente, é acusado de liderar um grupo que importava droga do Brasil escondida em máquinas agrícolas e navios.

Antigo agente da PSP em silêncio no início de julgamento por tráfico no Porto
Um ex-agente da PSP acusado de liderar uma rede de tráfico de droga no Porto desde 2022 recusou prestar declarações na abertura do julgamento, realizado esta terça-feira no Tribunal de São João Novo, avança o observador.pt.
O arguido encontra-se em prisão preventiva — a medida de coação mais gravosa prevista na lei — e responde por tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais. O processo envolve mais 12 arguidos, dois dos quais em parte incerta.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o grupo importava estupefacientes, sobretudo do Brasil, dissimulados em máquinas agrícolas ou nos cascos de navios com destino ao Porto de Leixões, em Matosinhos. Quando a droga vinha escondida nos cascos, eram contratados mergulhadores para a retirar. Os carregamentos vinham acompanhados de localizadores GPS, o que permitia ao grupo saber sempre a posição exata da mercadoria.
Aquando da detenção de sete dos suspeitos, em maio de 2024, a Polícia Judiciária classificou o coletivo como uma das "principais redes de tráfico de droga do norte do país". Em comunicado, a PJ descreveu-o como "uma estrutura criminosa organizada, com ramificações na América do Sul, que se encarregava da importação, transporte e entrega das substâncias ilícitas", acrescentando que o grupo "era temido pelos seus métodos violentos e pelo uso de armas de fogo".
Em tribunal, um dos dois arguidos que optaram por falar perante o coletivo de juízes contestou parte dos factos descritos na acusação, designadamente a alegada colocação de droga num trator. O mesmo arguido afirmou conhecer apenas quatro dos restantes envolvidos no processo, todos por razões profissionais.
Source: Google News PT — Crime (pt)