Feira de Vila Real: 1.544 peças contrafeitas apreendidas e 10 processos-crime abertos

Operação conjunta da PSP, ASAE e AT na feira semanal de Vila Real resultou na apreensão de artigos no valor de 40 mil euros.

Feira de Vila Real: 1.544 peças contrafeitas apreendidas e 10 processos-crime abertos

Operação policial na feira de Vila Real apreende roupa e acessórios contrafeitos avaliados em 40 mil euros

Uma operação conjunta realizada esta terça-feira na feira semanal de Vila Real resultou na apreensão de 1.544 peças de vestuário, calçado, malas e cintos suspeitos de contrafação, no valor aproximado de 40 mil euros, segundo fontes policiais citadas pelo Correio da Manhã.

A ação mobilizou 11 polícias da PSP de Vila Real, 12 inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e sete inspetores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), e enquadrou-se na operação Portugal Sempre Seguro 2026.

Dez processos-crime e quatro identificados

A ASAE instaurou 10 processos-crime pela venda de material contrafeito, por factos suscetíveis de constituir crimes contra a propriedade industrial, e identificou quatro pessoas. A AT levantou dois processos de contraordenação por falta de registo de atividade, incidindo em infrações previstas no Regime Geral das Infrações Tributárias — entre as quais a falta de comunicação do início de atividade de uma coletividade junto daquela Autoridade.

O subintendente Paulo Andrade, comandante da divisão policial da PSP de Vila Real, explicou que a estratégia passou por desencadear a operação com a feira já em curso. "Felizmente tivemos resultados bastante consideráveis", sublinhou.

Fiscalização estendeu-se ao centro da cidade

A intervenção não se limitou ao recinto da feira, que funciona todas as terças e sextas-feiras. AT e PSP alargaram as ações de fiscalização a estabelecimentos de restauração no centro de Vila Real.

Paulo Andrade considerou que iniciativas deste tipo são fundamentais para reforçar o sentimento de segurança dos cidadãos e para combater simultaneamente a contrafação e a fraude fiscal.

O processo será remetido ao Tribunal de Vila Real, onde as marcas lesadas serão chamadas a pronunciar-se.

Source: Correio da Manhã

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