Homem esfaqueia nove pessoas em associação de toxicodependentes em Santarém
Um homem de 26 anos está a ser julgado no Tribunal de Santarém por ter atacado utentes e funcionários da Associação Picapau com facas durante um surto psicótico.

Julgamento começa em Santarém após ataque com faca em IPSS de Almoster
O Tribunal de Santarém deu início ao julgamento de um homem de 26 anos acusado de ter atacado nove pessoas — internados e colaboradores — na Associação Picapau, uma instituição particular de solidariedade social dedicada à recuperação de toxicodependentes. O caso, noticiado pelo Correio da Manhã, terá ocorrido na sequência de um surto psicótico que levou o arguido a perseguir e ameaçar quem lhe aparecia pela frente.
O Ministério Público acusa-o de quatro crimes de homicídio na forma tentada e seis crimes de ofensa à integridade física, um dos quais na forma qualificada.
O episódio de 21 de outubro de 2025
Os factos remontam a 21 de outubro de 2025. Após o almoço, foi comunicado ao arguido que seria expulso da residência situada na freguesia de Almoster, no concelho de Santarém, por se recusar sistematicamente a cumprir as regras da instituição.
A notícia da expulsão desencadeou uma reação violenta. O homem dirigiu-se à cozinha, apanhou uma faca com 12 centímetros de lâmina e avançou sobre as cinco pessoas que considerava responsáveis pela decisão. Atacou três delas antes de largar a arma e regressar com duas facas maiores, ambas com lâminas de 18 centímetros.
Trinta minutos de terror
Segundo a acusação, o ataque prolongou-se por cerca de 30 minutos, até à chegada da GNR. Durante esse período, utentes e funcionários procuraram abrigo em diferentes compartimentos da casa. O arguido utilizou um extintor para partir o vidro de um gabinete e espalhou o pó químico sobre as vítimas que se tinham barricado no interior. Depois, esfaqueou um dos responsáveis da associação que não conseguiu escapar.
O balanço final foi de nove feridos, dois dos quais em estado grave, com golpes de arma branca em várias partes do corpo.
Source: Correio da Manhã