Casal preso por estelionato em João Pessoa acumula 20 vítimas e R$ 400 mil em prejuízos
Dez novas vítimas se apresentaram à polícia após prisão de casal suspeito de fraudes em padaria de Mangabeira. Delegado pedirá retirada emergencial de nomes do Serasa.

Dez novas vítimas de casal suspeito de estelionato procuram delegacia em João Pessoa
Dez novas vítimas de um casal investigado por estelionato e falsidade ideológica se apresentaram à Polícia Civil de João Pessoa, elevando para 20 o total de prejudicados confirmados, conforme informou o g1.globo.com nesta terça-feira (3). O prejuízo estimado causado pelo casal já chega a R$ 400 mil.
O delegado Lucas Sá, responsável pela investigação, confirmou o aumento no número de vítimas em entrevista à TV Cabo Branco. Segundo Sá, a polícia vai solicitar de forma emergencial a retirada dos nomes das vítimas da lista de inadimplentes do Serasa.
"Todas essas vítimas serão incluídas na investigação e o que a gente vai pedir agora são as medidas mais urgentes. Tem pessoas que tiveram toda a sua renda, do dia a dia, da subsistência, comprometida, e estão inclusive negativadas no Serasa, não podem nem contratar um cartão de crédito para manter a família por razão dessas fraudes. Nós iremos comunicar hoje mesmo à Justiça esses fatos e pedir as medidas cabíveis", declarou o delegado.
O casal — uma mulher de 33 anos e seu namorado de 31 anos — foi preso em flagrante em 23 de outubro, mas liberado em audiência de custódia. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.
De acordo com as investigações, a mulher ocupava o cargo de responsável pelo setor de recursos humanos de uma padaria no bairro de Mangabeira, estabelecimento com mais de 20 funcionários. O esquema consistia em abrir contas bancárias e contratar cartões de crédito em nome dos próprios trabalhadores do local.
Para executar as fraudes, a investigada solicitava que os funcionários enviassem fotos do rosto pelo celular, alegando que as imagens seriam utilizadas para registro de ponto. Com as fotografias em mãos, ela abria contas e contratava cartões de forma remota. Os cartões físicos eram enviados para o endereço do namorado, que tinha ciência das fraudes e também foi preso em flagrante.
Além dos pedidos judiciais para a remoção dos nomes da lista de inadimplentes, a Polícia Civil informou que continuará investigando o caso para verificar se há outras vítimas ainda não identificadas.
Source: Google News BR — São Paulo