Ossada de pedreiro morto em 'tribunal do crime' é achada em bananal em Itanhaém

Restos mortais e trecho de camiseta de José Aparecido Ferreira, 63 anos, foram localizados em Itanhaém (SP). Quatro suspeitos são investigados por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.

Ossada de pedreiro morto em 'tribunal do crime' é achada em bananal em Itanhaém

Ossada e fragmento de roupa identificam pedreiro executado após falsa acusação

A Polícia Civil localizou restos mortais e parte da camiseta de José Aparecido Ferreira, 63 anos, durante varredura em um bananal no litoral paulista, conforme informou g1.globo.com. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames de DNA devem confirmar a identidade ainda nesta semana.

A área foi apontada por Murilo da Silva de Oliveira, preso após ser identificado em imagens de câmeras de monitoramento que o mostram sequestrando José. A busca contou com a participação de policiais, familiares da vítima e trabalhadores da região, em Itanhaém, no litoral de São Paulo.

Sequestro filmado pelas câmeras

No dia 18 de fevereiro, câmeras registraram Murilo perseguindo, agredindo e rendendo Zezinho — apelido pelo qual o pedreiro era conhecido — na Rua Emídio de Souza, no bairro Jardim Oásis. A vítima estava em uma bicicleta quando foi abordada.

Segundo a polícia, a mãe de Murilo conduzia o veículo no qual Zezinho foi colocado à força. Ela teria passado a direção para Orlando Tavares de Souza enquanto Murilo e Ednaldo da Silva, conhecido como 'Bahia', mantinham a vítima imobilizada no banco traseiro. O carro foi posteriormente encontrado incendiado na cidade.

O grupo agia sob a alegação de que o pedreiro teria assediado crianças. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Itanhaém apura o caso, mas a acusação não foi comprovada.

Quatro investigados, dois foragidos

Murilo, Orlando e Bahia respondem pelos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. A esposa de Orlando, dona do veículo utilizado no crime, também é investigada por envolvimento no assassinato.

O g1.globo.com informou não ter localizado a defesa dos demais envolvidos até o fechamento da reportagem.

"Tudo para ele sempre foi resolver"

Uma parente de Zezinho, que preferiu não se identificar, relatou ao g1 que o pedreiro completaria 64 anos em novembro. Ao longo da vida, ele foi dedicado aos cinco filhos e chegou a construir a casa deles com as próprias mãos.

"Ensinou a entender as pessoas, a ter mais atenção, respeito, carinho. E principalmente a ser forte. Tem algum problema? Resolve o problema. Tudo para ele sempre foi resolver", disse a familiar.

Source: Google News BR — São Paulo

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