Policial penal preso por feminicídio da esposa em Cajamar, Grande SP
Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi detido na noite de domingo após a morte da esposa Aline, em Cajamar. SP registrou alta de 10% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026.

Policial preso em flagrante após morte da esposa em Cajamar
O policial penal Felipe Arthur Bugni, 40 anos, foi preso na noite de domingo (27) como suspeito de matar a esposa, Aline Alves Bugni, 31 anos, dentro de uma residência em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Segundo agenciabrasil.ebc.com.br, o casal era casado há cerca de dez anos e tinha uma filha de 9 anos.
A morte foi constatada no local por uma equipe médica. A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a ocorrência foi inicialmente registrada como morte suspeita e que a dinâmica dos fatos está sendo apurada, "inclusive sob a hipótese de feminicídio".
"O marido da vítima foi preso em flagrante pelos crimes de violência psicológica contra a mulher, lesão corporal e ameaça, após se envolver em agressões contra familiares da vítima", declarou a SSP-SP.
Na ação, foram apreendidas duas armas de fogo, carregadores e aparelhos celulares. Exames periciais no local foram requisitados para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.
Alta nos índices de violência contra a mulher em SP
O caso ocorre em um cenário de aumento dos feminicídios no estado. São Paulo registrou 142 casos no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 129 vítimas, conforme os dados mais atualizados da SSP.
Em junho, o número de feminicídios recuou de 21, em 2025, para 17, em 2026. No entanto, outros indicadores de violência doméstica subiram no mesmo mês. Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU) chegaram a 2.099 em junho deste ano, alta de 23,3% frente aos 1.702 casos de junho de 2025.
Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres totalizaram 5.604 em junho de 2026, aumento de 10,5% em relação a igual mês do ano anterior, quando foram registrados 5.069 casos. As ocorrências de estupro de vulnerável passaram de 719 para 848 vítimas entre junho de 2025 e junho de 2026, um acréscimo de 129 casos.
No mesmo período de comparação, os registros de perseguição saltaram de 2.731 para 3.037, enquanto as ocorrências de violência psicológica foram de 326 para 509.
Source: Google News BR — São Paulo