Russell Brand condenado por violação e agressões sexuais contra quatro mulheres

O ator e comediante foi considerado culpado por um crime de violação e três de agressão sexual. A sentença, que o juiz admite resultar em prisão, será conhecida na segunda-feira.

Russell Brand condenado por violação e agressões sexuais contra quatro mulheres

Russell Brand declarado culpado no Tribunal de Southwark

Russell Brand foi condenado esta quinta-feira por um crime de violação e três crimes de agressão sexual, em casos que remontam ao período entre 1999 e 2009. O veredicto, reportado pelo Observador, chegou mais de um ano após a dedução formal de acusações, e a sentença definitiva será conhecida na próxima segunda-feira.

O juiz Joel Bennathan adiantou que é "óbvio" que a pena resultará em prisão "de alguma duração", confirmando ainda que Brand permanecerá sob custódia policial até essa data.

O júri, composto por oito homens e quatro mulheres no Tribunal da Coroa de Southwark, deliberou durante mais de oito horas ao longo de dois dias. Das sete acusações inicialmente avançadas — três de violação, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor —, o ator acabou por ser absolvido de três. O julgamento durou pouco menos de um mês.

Segundo a BBC, a sessão desta quinta-feira decorreu com a sala "cheia". No momento em que o veredicto foi lido, Brand manteve uma expressão "sem emoções", tendo fechado os olhos brevemente ao conhecer o resultado. Após a sessão, foi visto a repetir "estou bem, estou bem" à sua equipa legal. A mulher do réu abandonou a sala logo após a confirmação do veredicto, enquanto o ator permaneceu sentado.

Ron Brand, pai do ator, revelou à BBC estar "chocado e perplexo" com a decisão. "Não estava à espera — é errado. É devastador", declarou.

O superintendente Andy Furphy, da Polícia Metropolitana de Londres, considerou a condenação "um testemunho da extraordinária coragem, resiliência e determinação das mulheres que se apresentaram e denunciaram o que lhes tinha acontecido". Furphy afirmou ainda que "Brand usou a sua influência, posição social e fama para explorar e cometer crimes sexuais contra mulheres", acrescentando que "à medida que a sua notoriedade aumentava, também crescia a sua convicção de que tinha direito a tudo".

Os casos só começaram a ser investigados em 2023, mais de duas décadas após os primeiros alegados incidentes.

Source: Observador