Hugh Hefner denunciou Epstein ao FBI em nome de ex-coelhinha da Playboy

Novos documentos judiciais revelam que o fundador da Playboy contactou o FBI várias vezes em 2005 para denunciar Jeffrey Epstein por abuso sexual.

Hugh Hefner denunciou Epstein ao FBI em nome de ex-coelhinha da Playboy

Hefner telefonou ao FBI diversas vezes para denunciar abusos de Epstein

Novos documentos judiciais revelam que Hugh Hefner, fundador da revista Playboy, contactou o FBI várias vezes em 2005 para denunciar Jeffrey Epstein por abuso sexual de uma das antigas coelhinhas da publicação. O caso integra uma ação movida por 32 vítimas do milionário condenado, que acusam as autoridades federais norte-americanas de terem ignorado denúncias durante mais de duas décadas.

Segundo o Correio da Manhã, os documentos judiciais — obtidos pelo New York Post — identificam a vítima como Audra Lynn Christiansen, eleita Miss Outubro de 2003 da Playboy. À data da alegada violação, Christiansen tinha 23 anos e residia na mansão de Hefner em Beverly Hills.

Pedido feito em nome da vítima

De acordo com o processo, Christiansen terá contado a Hefner que foi violada e traficada por Epstein, e pediu-lhe que apresentasse a denúncia em seu nome. A razão invocada era que o fundador da Playboy dispunha dos contactos e da influência necessários para que as autoridades levassem as acusações a sério.

Os documentos referem explicitamente que "o Sr. Hefner ligou para o FBI diversas vezes em nome da Sra. Christiansen para denunciar Jeffrey Epstein".

Alegações de tráfico envolvem bilionário de Macau

As acusações feitas por Christiansen vão além do abuso sexual. Segundo o mesmo processo, a antiga coelhinha terá afirmado a Hefner que foi traficada para Stanley Ho, bilionário ligado ao negócio dos casinos em Macau, que morreu em 2020, e que fazia parte do círculo próximo de Epstein.

FBI só contactou a vítima 15 anos depois

Uma das questões centrais levantadas no processo é o lapso de tempo entre as denúncias e a resposta das autoridades. Christiansen, atualmente com 46 anos, terá sido contactada pelo FBI apenas em outubro de 2020 — cerca de 15 anos após as alegadas chamadas feitas por Hefner.

Jordan Merson, advogado das 32 vítimas, criticou a atuação das autoridades norte-americanas e considerou preocupante a tentativa do FBI de evitar responsabilidades com base em questões processuais.

Source: Correio da Manhã