Homem de 73 anos detido por atear três incêndios em Figueira de Castelo Rodrigo
A PJ deteve um reformado de 73 anos suspeito de provocar três incêndios em Algodres, com sete focos no último dia. O detido tem antecedentes pelo mesmo tipo de crime.

Reformado com antecedentes criminais detido por incêndios em Algodres
A Polícia Judiciária (PJ) deteve na segunda-feira um homem de 73 anos, reformado, suspeito de ter ateado três incêndios na localidade de Algodres, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. No último dos casos, ocorrido no próprio dia da detenção, foram identificados sete focos de incêndio.
Segundo o Observador, a PJ confirmou em comunicado enviado à agência Lusa que "os incêndios foram provocados através de chama direta em silvados e mato em horas com temperatura muito elevada, vento cruzado e baixa humidade, sendo o risco declarado pelo IPMA de elevado".
O suspeito justificou as suas ações com "a necessidade de limpeza de terrenos e lixo", tendo com isso, segundo as autoridades, colocado em risco vastas zonas de vegetação, bem como edificações de apoio à agricultura e à pecuária.
O homem tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime e já havia sido detido em flagrante delito pela GNR de Figueira de Castelo Rodrigo numa ocasião anterior. A detenção agora efetuada, fora de flagrante delito, foi levada a cabo por elementos do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda, em articulação com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural — Centro Interior, composto por elementos da GNR, do ICNF e da PJ.
O incêndio de segunda-feira não assumiu maiores proporções graças à rápida deteção pela GNR e à intervenção dos Bombeiros Voluntários de Figueira de Castelo Rodrigo.
A PJ indicou ainda estar a investigar um outro caso envolvendo o mesmo suspeito: um incêndio florestal ocorrido a 11 de junho na mesma zona, quando o risco estava declarado como muito elevado. O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.
O detido será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.
Source: Observador