Presidente da Câmara de Vizela acusado de asfixiar e agredir a mulher

O MP acusa Victor Hugo Salgado de violência doméstica após reabertura de inquérito arquivado em 2024. O diretor do DIAP de Braga descreve agressões físicas graves.

Presidente da Câmara de Vizela acusado de asfixiar e agredir a mulher

Autarca de Vizela acusado formalmente de violência doméstica

O Ministério Público deduziu acusação contra Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, pelo crime de violência doméstica, noticia o Observador. O despacho foi assinado pelo diretor do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga, que avocou o processo após uma decisão anterior de arquivamento.

No documento, o magistrado descreve como Salgado terá atingido a mulher com "múltiplos socos na face, com particular incidência nas regiões labial e nasal". O autarca terá ainda "manietado [a vítima] pelo pescoço e braços, projetado-a com violência contra a parede e o chão e, colocando-se em cima dela, pressionado-a com o peso do seu corpo, provocando-lhe asfixia temporária por compressão das regiões cervical e torácica", segundo o texto da acusação.

O processo tinha sido arquivado em maio do ano passado por uma procuradora do DIAP da 2.ª Secção de Guimarães — um dia depois de a mulher do autarca ter desistido da queixa. À data do arquivamento, o suspeito não havia sido interrogado nem constituído arguido, não obstante o processo conter vários documentos oficiais com relatos das agressões e dos ferimentos descritos.

Confrontada com questões do Observador sobre aquela decisão, a Procuradoria-Geral da República confirmou posteriormente a reabertura do inquérito. "Confirma-se que foi determinada a reabertura do inquérito com vista à realização de diligências complementares", declarou a PGR ao Observador em julho de 2025.

Victor Hugo Salgado reagiu publicamente, referindo-se a uma "instrumentalização da vida privada". O PSD, partido a que o autarca está ligado, manifestou a expectativa de que o caso "não passe de um equívoco".

Source: Observador

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